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Base do Corpo de Bombeiros no bairro Efapi está desativada desde o início da pandemia; Entenda

O tenente-coronel Walter Parizotto, comandante do 6° Batalhão, explicou a situação na manhã desta terça-feira

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A base do Corpo de Bombeiros localizada no bairro Efapi, em Chapecó (SC), está temporariamente desativada. O motivo, segundo o tenente-coronel Walter Parizotto, comandante do 6° Batalhão, é porque o espaço abriga o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que atende, de forma direta, os casos da Covid-19. Por isso, houve a necessidade de isolamento.

Parizotto esteve no Grupo Condá de Comunicação na manhã desta quarta-feira (13), para explicar a situação. De acordo com ele, uma equipe só poderá voltar a atender no espaço depois que a pandemia passar, devido ao risco de contaminação cruzada. Entretanto, há uma série de desafios para a retomada do atendimento no espaço – o principal deles é a falta de efetivo.

Diria que nós estamos passando por um momento de transformação O nosso grande inimigo não é o fogo. O fogo é muito tranquilo pra gente. O  nosso grande inimigo é o tempo. E nós temos que vencer o tempo de todas as formas possíveis – e uma dessas formas é estando mais perto de quem precisa da gente. E foi por isso que a base da Efapi foi construída, para justamente vencer essas barreiras.”, explica o comandante. 

O tenente-coronel explica que, mesmo com a alteração temporária na base do Bairro Efapi, os socorristas realizam o serviço normalmente no bairro – entretanto, com ‘delay’. “Cada vez que um bombeiro é contaminado, nós temos um problema gigante – tanto na família que tá na retaguarda, quanto naquela equipe que está de serviço, que acaba tendo um afastamento maior. Então nós saímos de lá, e a pandemia é a grande culpada disso”, explica.

O retorno para a base do Efapi

Neste momento, conforme o tenente-coronel, o retorno não é possível até o fim da pandemia. Entretanto, ele explica que quando a pandemia passar, o Corpo de Bombeiros precisa fazer uma reengenharia para criar uma estrutura, com o objetivo de manter o serviço contínuo no bairro Efapi.”E nós vamos fazer, mesmo que tenhamos que ter algumas interrupções em algum momento, o desejo e o plano de comando é que nós voltemos a ter uma base lá mais próximo da comunidade”, diz.

A falta de efetivo preocupa, já que segundo Parizotto, em 2020, o Corpo de Bombeiros enfrentou dificuldades na formação de militares e voluntários. “Precisamos hoje duplicar, quadruplicar até o nosso número de bombeiros voluntários. Só que infelizmente nós não estamos conseguindo ter uma formação contínua neste sentido. Então nós estamos com este desafio, temos que nos reestruturar e vencer essas barreiras.”, detalha. 

O comandante explica que, anteriormente, a equipe do Corpo de Bombeiros do 6° Batalhão era dividida em três, entretanto, dividiu-se em quatro para atender a demanda – sem aumento no efetivo. 

Em breve, de acordo com o tenente-coronel, Chapecó terá uma central de 193 para atender toda a região Oeste de Santa Catarina. Segundo ele, essa novidade é uma notícia positiva para a sociedade, já que representa mais qualidade, efetividade e integração entre os quatro batalhões da região. “Mas isso demanda gente. Neste momento, dos 53 homens para o serviço operacional, tem 12 atendendo o telefone. Que é o serviço que precisa ser mantido 24 horas, também.” explica.

Relação entre tempo e ocorrências

Ouvintes das rádios do Grupo Condá de Comunicação relataram estranhar o tempo que os socorristas demoraram para chegar em um incêndio registrado no bairro Efapi, na terça-feira. O maior inimigo dos atendimentos do Corpo de Bombeiros não é a ocorrência em si, mas o tempo de deslocamento, conforme detalha Parizotto. 

“Ontem o atendimento foi normal no padrão que é – saindo do Centro, atravessando o Centro todo, e chegando na Efapi”, explicou. “E é hoje, a partir daí que a gente sai, para a rodovia, em direção a São Carlos em direção ao Goio-En, na 282. Nós precisamos talvez no futuro repensarmos, talvez estar mais próximos ao trevo, de outros locais. Nós vamos construir uma base mais próxima ao Aeroporto, para estar mais perto do Goio-En. O desafio é estar próximo, vencer o tempo”, finaliza. 

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