InícioPolítica e CotidianoTornado em Chapecó: o que a Câmara de Vereadores propõe de prático?

Tornado em Chapecó: o que a Câmara de Vereadores propõe de prático?

Confira a coluna do jornalista André de Lazzari

Foto: Isadora Reicher

O tornado que atingiu Chapecó na quarta-feira (4) teve uma reação mista da Câmara de Vereadores. Alguns parlamentares da base do governo estiveram como voluntários, ajudando diretamente na assistência aos atingidos pelo evento climático na quarta-feira e ontem (5), inclusive faltando à sessão de ontem. Parlamentares independentes, como os da bancada do PL, focaram seu trabalho em pressionar o Governo do Estado a responder rapidamente à tragédia; e a bancada da oposição preferiu botar a boca no trombone.

Paulinho da Silva (sem partido) protocolou ontem um requerimento de informações ao presidente Lula (PT), ao secretário nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros; a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; ao ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Barros Monteira da França; ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos); ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União); e ao presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Chagas Faierstein.

O vereador cobra uma resposta rápida do Governo Federal sobre a liberação do saque FGTS emergencial, a elaboração e execução de um Plano de Ação Técnica e Orçamentária para a reconstrução do Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, a criação e liberação imediata de um aporte financeiro federal direto às famílias desalojadas e desabrigadas, e a edição de medidas federais instituindo um programa emergencial de apoio financeiro aos trabalhadores formais e autônomos de Chapecó que tiveram suas atividades paralisadas ou postos de trabalho destruídos.

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Paulinho também quer que o Governo Federal implemente de linhas de crédito especiais e desburocratizadas, com juros equalizados e ampla carência, voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs), comerciantes e empresários locais atingidos; e libere verbas a fundo perdido do orçamento federal para que a Defesa Civil Nacional acelere a compra de insumos necessários para entregá-las à Prefeitura de Chapecó.

Também ontem, a vereadora e presidente do PT em Chapecó, Caren Machado, protocolou um requerimento para que, o quanto antes, ocorra uma audiência pública para debater as mudanças climáticas e a preparação de Chapecó para eventos meteorológicos extremos, seus impactos sobre a população e as medidas de prevenção, adaptação, atendimento emergencial e recuperação do Município.

Caren propõe que estejam nesta audiência o prefeito Valmor Scolari, o promotor de Justiça, José Orlando Lara Dias; os secretários municipais Ana Gava (Saúde), Maurício Lise da Rocha (Desenvolvimento Sustentável), Luciano Hüning (Proteção Social), Astrit Tozzo (Educação), Luiz Paulo Carraro (Infraestrutura Urbana) e Nelson Krombauer (Serviços Urbanos); o diretor municipal de Meio Ambiente, Marck Gregor Balbinot Gehlen; e os gerentes regionais da Casan e da Celesc, Pery Fornari Filho e André Curtarelli.

Machado também propõe a presença na audiência pública do coronel Walter Parizotto, diretor da Defesa Civil de Chapecó; do coronel Fabiano de Souza, secretário da Defesa Civil do Governo de Santa Catarina; Vilson Zamboni, coordenador regional da Defesa Civil de Chapecó; da tenente-coronel Gauana Elis Pozzan Ecco, comandante do Batalhão de Bombeiros Militares de Chapecó; e de Arceli Nicolodi, representante do Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas do Rio Chapecó, do Rio Irani e Bacias Contíguas.

Ainda, a vereadora do PT coloca na lista de requeridos Alcyone de Oliveira, Inspetor-Chefe do CREA em Chapecó; Cristina Pandolfo, gerente da Epagri/Ciram; e o meteorologista Piter Scheuer. Os dois requerimentos apresentados pela oposição precisam ser votados com urgência pela Câmara, dado a necessidade de discutir os efeitos do tornado e cobrar formalmente ações rápidas do Governo Federal ou, se for da vontade da maioria dos vereadores, dar um recado claro aos eleitores de Chapecó que não querem discutir isso.

Recadinhos

  • Os alunos de faculdades públicas podem ganhar uma espécie de poupança em 2027. Isso porque o Ministério da Educação acabou de confirmar que planeja iniciar o Pé-de-Meia Universitário no próximo ano, conforme a newsletter The News.
  • A proposta prevê R$ 700 mensais, por 10 meses ao ano, e poupança de R$ 250 ao mês, com essa segunda quantia sendo resgatada na formatura. Assim, serão repassados R$ 38 mil para cada aluno que estiver registrado no CadÚnico.
  • Na prática, o governo está repetindo a estratégia criada em 2024 para o ensino médio. Para se ter ideia do impacto, o MEC registrou uma queda de 61% no abandono estudantil desde a criação do Pé-de-Meia para as escolas.
  • A equipe econômica pretende usar recursos da exploração de petróleo e realocar verbas do Orçamento Federal para pagar o novo benefício, mas não está claro quais realocações serão feitas.
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