
Santa Catarina exportou US$ 249,1 milhões para a Arábia Saudita entre janeiro e setembro de 2026, com destaque para a carne de aves, responsável pela maior parte das vendas. O produto movimentou US$ 193,3 milhões no período, representando aproximadamente 77,6% de tudo o que o estado comercializou com o país do Oriente Médio.
Os dados foram apresentados durante um webinar promovido pelo Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), que reuniu representantes do setor industrial e autoridades para discutir oportunidades de expansão das relações comerciais.
Além da carne de aves, outros produtos catarinenses tiveram participação nas exportações. A madeira serrada movimentou US$ 26,9 milhões, seguida pelo papel kraft, com US$ 6,4 milhões, motores elétricos, com US$ 6,3 milhões, e transformadores elétricos, com US$ 6 milhões.
No mesmo período, Santa Catarina importou US$ 63 milhões em produtos da Arábia Saudita, principalmente polímeros utilizados como matéria-prima em diferentes atividades industriais.
Quais setores de Santa Catarina podem ampliar as exportações?
Um levantamento elaborado pela Embaixada do Brasil em Riade, em parceria com o Observatório FIESC, identificou oportunidades para empresas catarinenses em diferentes segmentos da economia saudita.
Na indústria de alimentos, além da carne de aves, o estudo aponta possibilidades de crescimento nas vendas de carne bovina, maçãs, ovos e equipamentos utilizados no processamento de alimentos.
O setor de equipamentos elétricos também apresenta potencial de expansão. A demanda da Arábia Saudita por investimentos em infraestrutura hídrica, eficiência energética e automação pode favorecer fabricantes catarinenses de motores, transformadores e sistemas industriais.
Outras áreas identificadas incluem madeira, móveis, papel, materiais de construção, inteligência artificial, manufatura avançada, tecnologia de defesa e setor aeroespacial.
Como a Arábia Saudita pode ampliar os negócios com Santa Catarina?
As oportunidades comerciais estão relacionadas, em parte, ao programa Visão 2030, iniciativa do governo saudita que busca diversificar a economia do país e reduzir a dependência do petróleo.
O plano prevê investimentos em infraestrutura, indústria, inovação e tecnologia, criando possibilidades para empresas estrangeiras interessadas em fornecer produtos, equipamentos e serviços.
Durante o encontro promovido pela FIESC, o presidente da entidade, Gilberto Seleme, destacou a diversidade da indústria catarinense e a capacidade tecnológica do estado como fatores que podem contribuir para o fortalecimento das relações comerciais.
O webinar também contou com a participação do embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Paulo Uchoa Ribeiro Filho.
Qual é a importância do comércio com a Arábia Saudita para a economia catarinense?
A Arábia Saudita representa um mercado importante para a indústria de alimentos de Santa Catarina, especialmente para a cadeia produtiva de proteína animal, que possui forte presença no Oeste catarinense.
A região concentra frigoríficos, cooperativas agroindustriais, produtores rurais e empresas ligadas ao transporte e processamento de alimentos. A manutenção e a ampliação das exportações podem beneficiar diferentes atividades dessa cadeia produtiva.
Em 2025, o comércio entre Brasil e Arábia Saudita movimentou US$ 6,68 bilhões, demonstrando a dimensão das relações econômicas entre os dois países.
Santa Catarina também conta com uma estrutura portuária que favorece as operações internacionais, incluindo os portos de Itapoá, Navegantes, Itajaí, Imbituba e São Francisco do Sul.
A expectativa é que a identificação de novas oportunidades contribua para diversificar os produtos exportados e ampliar a presença das empresas catarinenses no mercado saudita.
Informações: SC em Pauta






