
Um médico foi condenado a 37 anos e 11 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por crimes sexuais contra dez pacientes em Catanduvas, no Oeste de Santa Catarina. A decisão foi proferida pelo juízo da Vara Única da comarca. Além da pena, o réu deverá pagar R$ 20 mil de indenização para cada vítima. Ele está preso desde março de 2026.
De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram entre outubro de 2024 e setembro de 2025, durante atendimentos no Hospital Municipal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e no posto de saúde do bairro Sebaldo Kunz.
Conforme os relatos das pacientes, o médico teria utilizado a posição profissional e a confiança estabelecida durante as consultas para praticar os abusos.
Segundo a acusação, ele teria tocado regiões íntimas e os seios das pacientes, além de expor partes dos corpos sob justificativas clínicas. Também foram relatados exames invasivos sem necessidade técnica ou autorização, realizados com o uso de luvas e instrumentos médicos.
Ainda conforme a denúncia, o profissional teria feito perguntas e comentários de cunho sexual durante os atendimentos. As pacientes acreditavam estar passando por procedimentos médicos legítimos, mas os atos teriam finalidade sexual.
Entre as dez vítimas estão uma adolescente de 17 anos e uma mulher grávida.
O médico foi condenado por violação sexual mediante fraude. A sentença também determinou a perda imediata do cargo público e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
O processo tramita em segredo de Justiça. Por esse motivo, outros detalhes que possam identificar as vítimas ou expor informações protegidas não foram divulgados.
Fonte: SC em Pauta






