
As mulheres representam 35,1% das novas empresas abertas em Chapecó entre 2023 e 2026. O percentual chega a 42,6% entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), segundo levantamento do Simplifica Chapecó. Os dados mostram a participação feminina na abertura de negócios no município, especialmente em atividades ligadas a serviços, comércio, saúde, moda e estética.
O levantamento considera 11.966 empresas abertas no período, das quais 35,1% têm participação feminina. Entre as 23.836 formalizações de MEIs registradas no mesmo intervalo, as mulheres correspondem a 42,6%.
Programa oferece apoio para empreendedoras
Uma das iniciativas voltadas ao fortalecimento dos negócios liderados por mulheres é o programa Chapecó com Elas, promovido pela Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, em parceria com o Sebrae.
A iniciativa oferece consultorias gratuitas, mentorias e capacitações em gestão financeira, planejamento de negócios e habilidades socioemocionais. O objetivo é auxiliar mulheres que desejam abrir uma empresa ou ampliar as atividades de um empreendimento já existente.
Segundo o prefeito de Chapecó, Valmor Scolari, o programa busca oferecer suporte prático às empreendedoras, com orientações para a gestão dos negócios e oportunidades de qualificação.

Biomédica retomou o sonho de empreender
A biomédica Darquila Gonçalves mora em Chapecó há nove anos e já havia tentado empreender anteriormente, mas desistiu diante das dificuldades. Após se formar na área, há dois anos, decidiu retomar o projeto e encontrou apoio no Chapecó com Elas.
“Antes eu pensava somente em ganhar dinheiro, mas não cuidava de detalhes de custos. Quando me formei biomédica, há dois anos, resolvi empreender novamente. E com o apoio da Prefeitura, através do Chapecó com Elas, aprendi tudo. Agora estou preparada”, relatou.
Darquila afirma que a participação no programa ajudou na compreensão dos procedimentos de formalização, incluindo questões relacionadas ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e aos alvarás. Ela também conheceu ferramentas de inteligência artificial, que utilizou para desenvolver o próprio site e um sistema de gestão.
A empreendedora começou como MEI e, posteriormente, avançou para outra modalidade empresarial.
Artesã formalizou o próprio negócio
A artesã Claudineia Fátima Gwozdz também encontrou no programa uma oportunidade para profissionalizar o trabalho. Ela atuou durante três anos na informalidade antes de participar da segunda edição do Chapecó com Elas.
Na primeira edição, não conseguiu ingressar porque a iniciativa era destinada a empreendedoras formalizadas. Com a nova oportunidade, participou da capacitação e decidiu se tornar MEI.
“Deixei de atuar apenas como artesã informal e passei a ter uma empresa formalizada, com mais oportunidades de crescimento, segurança e acesso aos direitos e benefícios destinados aos microempreendedores individuais”, afirmou.
Claudineia destacou ainda que os cursos e a orientação de profissionais ajudaram no processo de formalização. Para ela, a experiência contribuiu para estruturar o negócio e ampliar as perspectivas de crescimento profissional.
Como é o perfil das empreendedoras catarinenses?
O panorama de Chapecó acompanha características apontadas no perfil do empreendedorismo feminino em Santa Catarina. Segundo as informações apresentadas no levantamento, a maior parcela das empreendedoras catarinenses está na faixa etária dos 35 aos 59 anos, reunindo experiência profissional antes de abrir o próprio negócio.
Os segmentos de comércio e serviços concentram parte significativa dessas atividades, com destaque para varejo de vestuário, beleza, saúde, alimentação e apoio administrativo.
Os pequenos negócios liderados por mulheres também podem contribuir para a economia local, por meio da geração de renda, da formalização de atividades e da circulação de recursos na comunidade.







