
Pesquisadores catarinenses vão apresentar, em 16 de dezembro de 2026, os resultados de 23 projetos de pesquisa e inovação voltados ao monitoramento, à prevenção e ao controle dos mosquitos maruim e Aedes aegypti em Santa Catarina.
As iniciativas receberam R$ 18,5 milhões por meio de três editais lançados em 2024 pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Entre os resultados já divulgados está o desenvolvimento de um larvicida que reduziu em 86% a população de maruim nos locais onde foi aplicado, em Luiz Alves, município que enfrentou uma emergência relacionada à proliferação do inseto.
Quando e onde os resultados das pesquisas serão apresentados?
O encontro está marcado para 16 de dezembro de 2026, a partir das 9h, no auditório da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em Florianópolis.
A programação prevê a apresentação dos 23 projetos beneficiados pelos editais, reunindo pesquisadores, gestores públicos e especialistas. A iniciativa busca divulgar as soluções desenvolvidas e compartilhar os resultados com a sociedade catarinense.
Como a pesquisa conseguiu reduzir a população de maruim em 86%?
O resultado foi alcançado com um larvicida desenvolvido por meio de um projeto contemplado pelo edital 35/2024 da Fapesc, voltado à inovação e ao controle sustentável da superpopulação de maruim.
A pesquisa teve como foco ações para Luiz Alves, município que havia decretado situação de emergência devido à proliferação do inseto. Segundo a Fapesc, a aplicação do produto reduziu em 86% a população de maruim nos locais tratados.
Os resultados parciais foram apresentados à população do município em janeiro de 2026.
Quais pesquisas buscam controlar o maruim e o Aedes aegypti?
Os projetos abrangem diferentes áreas de pesquisa. Parte das iniciativas busca compreender os aspectos biológicos e ecológicos do maruim, além de desenvolver produtos e métodos sustentáveis para controlar sua população.
Outros estudos são voltados ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. As pesquisas incluem estratégias de vigilância epidemiológica, desenvolvimento de diagnósticos rápidos, prevenção de doenças e educação em saúde.
O objetivo é ampliar as ferramentas disponíveis para o monitoramento dos mosquitos e a proteção da população.
Quanto foi investido nos projetos de pesquisa em Santa Catarina?
Os três editais lançados pela Fapesc em 2024 somaram R$ 18,5 milhões em recursos para pesquisa e inovação.
O edital 35/2024 foi direcionado ao desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores para o controle do maruim. Já o edital 36/2024 contemplou pesquisas sobre aspectos biológicos, ecológicos e métodos sustentáveis de controle do inseto.
O edital 37/2024 foi voltado ao monitoramento e ao desenvolvimento de tecnologias para o controle do Aedes aegypti, além de estudos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas ao mosquito.
Como consultar a programação do evento?
A programação completa está disponível no site da Fapesc, neste link oficial.
Serviço
- Data: 16 de dezembro de 2026
- Horário: a partir das 9h
- Local: Auditório da Epagri
- Endereço: Rodovia Admar Gonzaga, 1.347, bairro Itacorubi, Florianópolis (SC)







