Ver resumo
- A produção brasileira de grãos atingiu o volume recorde de 354,5 milhões de toneladas em 2026.
- O resultado representa um aumento de 2,4% em comparação com o total colhido no ano anterior.
- Soja, milho e arroz compõem 93% da produção nacional, com destaque para a alta na soja.

A Safra de grãos brasileira atingiu um novo patamar histórico em 2026, alcançando a marca de 354,5 milhões de toneladas. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete um crescimento de 2,4% frente ao volume registrado em 2025.
O levantamento aponta que a área total destinada à colheita no país chegou a 83,2 milhões de hectares. Esse número representa uma expansão de 2% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidos 81,6 milhões de hectares em todo o território nacional.
Os três principais produtos do grupo, compostos por soja, milho e arroz, concentram 93% de toda a produção estimada. Juntos, esses itens também ocupam 87,3% da área total colhida, sendo os pilares do desempenho agrícola brasileiro no período.
A soja lidera os resultados com uma estimativa de 175 milhões de toneladas, um acréscimo de 5,4% na comparação anual. Enquanto isso, o milho alcançou 143,3 milhões de toneladas, apresentando um avanço de 1,1% frente aos números consolidados em 2025.
Quais os resultados da Safra de grãos por cultura?
A Safra de grãos apresenta variações distintas entre as culturas, com destaque para a alta na soja e a queda na produção de arroz e trigo.
A produção de arroz em casca foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 11,4% em relação ao ano anterior. A área colhida desse cereal também sofreu uma redução de 12,6% no mesmo período.
No caso do milho, a primeira safra registrou alta de 15,5%, totalizando 29,7 milhões de toneladas. Já a segunda safra do grão apresentou uma queda de 2%, somando 113,6 milhões de toneladas conforme as projeções do IBGE.
Como se comportaram os demais produtos agrícolas?
Outras culturas importantes registraram desempenhos variados, com o trigo apresentando uma queda significativa de 24% na produção total.
A estimativa para o trigo em 2026 ficou em 5,9 milhões de toneladas. O algodão herbáceo em caroço também teve recuo, atingindo 9,5 milhões de toneladas, uma queda de 3,9%.
Em contrapartida, o sorgo apresentou um cenário positivo com alta de 11%, totalizando 6 milhões de toneladas. Por outro lado, a produção de feijão deve encerrar o ano com uma redução de 6,6%.
Fonte: Com informações de Agência Brasil









