
A Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento em 2025, a menor área anual da série histórica, segundo levantamento do MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (14). O estudo reúne mapas da cobertura e do uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025.
Do total perdido no ano passado, 639 mil hectares, o equivalente a 92%, correspondiam à vegetação primária, formada por áreas nativas. Outros 54 mil hectares eram de vegetação secundária, que já havia passado por algum tipo de alteração provocada pela ação humana.
Apesar do resultado positivo na comparação anual, os números acumulados mostram a dimensão da perda de vegetação no bioma ao longo das últimas quatro décadas.
Quanto de vegetação a Amazônia perdeu em 2025?
A área desmatada na Amazônia chegou a 693 mil hectares em 2025. De acordo com Bruno Ferreira, pesquisador do Imazon e do MapBiomas, esse foi o menor índice registrado em toda a série histórica, considerando formações florestais, campos, savanas e vegetação secundária.
O resultado acompanha uma tendência recente de queda no desmatamento, também observada nos dados oficiais do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).
O que explica a redução do desmatamento na Amazônia?
Segundo o pesquisador Bruno Ferreira, a diminuição ocorre em um período de retomada e fortalecimento de políticas de prevenção e controle, com ações de fiscalização, monitoramento por satélite e ordenamento territorial.
Ferreira ressalta, porém, que não é possível atribuir a redução a uma única medida. Para ele, os dados reforçam a importância de considerar o papel das políticas públicas na análise das mudanças registradas ao longo dos anos.
Qual foi a perda acumulada de vegetação nativa desde 1985?
Mesmo com o menor índice anual da série histórica em 2025, a Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2025, conforme o levantamento do MapBiomas.
O dado evidencia que a redução recente do desmatamento não elimina os impactos acumulados ao longo de décadas. A preservação das áreas remanescentes e o controle de novas perdas seguem como desafios para a conservação do bioma.
Como a agropecuária avançou sobre o território amazônico?
Além dos dados sobre desmatamento, o levantamento aponta mudanças expressivas no uso da terra. Em quatro décadas, a área ocupada pela agropecuária na Amazônia cresceu 440%.
O estudo também identificou que a agropecuária ocupa 40,2% das áreas situadas a até cinco quilômetros de estradas. A proximidade com essas vias facilita o acesso ao território e está associada à expansão das atividades econômicas, embora os números, isoladamente, não determinem a causa de cada área desmatada.







