
A Polícia Civil divulgou novas informações sobre o caso do adolescente de 13 anos que foi atingido na cabeça por um disparo de arma de fogo efetuado por um amigo da mesma idade, em Chapecó, no dia 10 de outubro de 2026. Segundo a atualização da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), o estado de saúde da vítima está evoluindo bem.
De acordo com a Polícia Civil, o adolescente investigado utilizou uma arma de fogo pertencente ao pai, que era mantida em local de fácil acesso. Após representação da autoridade policial de plantão, foi determinada a internação do jovem pela prática de ato infracional análogo ao crime de homicídio na forma tentada.
A equipe da DPCAMI de Chapecó continua investigando as circunstâncias do episódio para esclarecer a dinâmica do ocorrido. Entre as diligências estão a oitiva de testemunhas e a análise de laudos periciais. A Polícia Civil informou que o procedimento terá prioridade absoluta, considerando também a complexidade da situação envolvendo as famílias dos adolescentes.
Defesa afirma que disparo foi acidental
Em nota divulgada neste domingo (11), a defesa do adolescente investigado afirmou que o disparo ocorreu acidentalmente durante um momento de brincadeira entre os dois jovens, descritos como melhores amigos, confidentes e inseparáveis.
Segundo o advogado Yonatan C. Maier, o adolescente que manuseava a arma teria ficado desesperado após o ocorrido e chamado os vizinhos em busca de socorro. A defesa também afirmou que o jovem está em estado de choque e inconsolável desde o episódio.
A família manifestou solidariedade ao adolescente ferido e aos familiares dele. Sobre a internação provisória, a defesa declarou receber a decisão com serenidade e afirmou confiar no Poder Judiciário, perante o qual os esclarecimentos serão prestados no momento oportuno.
Pai do adolescente foi autuado
Nas informações divulgadas inicialmente, a Polícia Civil havia informado que o pai do adolescente investigado, proprietário da arma, foi autuado por omissão de cautela, crime previsto no Estatuto do Desarmamento relacionado à falta de cuidado na guarda de arma de fogo. Na ocasião, ele foi conduzido à delegacia, mas não permaneceu preso.
A investigação segue em andamento. A Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do disparo, enquanto a defesa sustenta que o episódio foi acidental.













