
O Governo de Santa Catarina ampliou para Lages o Programa de Transfusão Pré-Hospitalar de Sangue Total. A iniciativa começou a funcionar no município em 30 de setembro e permite que pacientes com hemorragias graves recebam transfusões antes mesmo de chegar ao hospital.
Com a expansão, o serviço passa a atender a Serra Catarinense e também os municípios de Taió, Pouso Redondo e Rio do Sul. O objetivo é reduzir o tempo até a reposição de sangue em situações em que a perda intensa pode colocar a vida do paciente em risco.
Como funciona a transfusão de Sangue Total antes da chegada ao hospital?
Em casos de sangramento intenso, a perda de sangue pode provocar choque hemorrágico e levar à morte em pouco tempo. Com o programa, a transfusão pode começar ainda no local da ocorrência ou durante o transporte aéreo.
O sangue utilizado é do tipo O positivo e fica acondicionado sob responsabilidade do Samu Aeromédico e do Batalhão de Aviação da Polícia Militar de Santa Catarina (BAPM), seguindo as condições técnicas de conservação e os protocolos de segurança transfusional.
O serviço é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) e o BAPM.
Quantas cidades de Santa Catarina já contam com o Sangue Total?
Lages é a quinta cidade catarinense a receber o programa. O serviço começou em Florianópolis e, a partir de 2023, foi ampliado para Blumenau, Chapecó e Criciúma.
Segundo o Governo de Santa Catarina, a expansão também alcança municípios da área de cobertura das equipes, incluindo Taió, Pouso Redondo e Rio do Sul.
Quantos pacientes já receberam transfusão de Sangue Total em Santa Catarina?
Desde a implantação do programa, 236 bolsas de Sangue Total foram transfundidas em 198 pacientes durante atendimentos de urgência e emergência pré-hospitalar.
A maior parte dos casos envolveu traumas graves, principalmente acidentes automobilísticos. Segundo o Estado, a utilização do sangue ainda no atendimento inicial contribui para estabilizar pacientes que sofreram grandes perdas sanguíneas.
Por que o Sangue Total pode aumentar as chances de sobrevivência?
O Sangue Total reúne diferentes componentes sanguíneos em uma única bolsa, permitindo uma reposição mais rápida em situações de hemorragia grave. A estratégia é especialmente utilizada em atendimentos de trauma, quando o tempo entre a perda de sangue e o início da reposição pode fazer diferença.
Santa Catarina é apontada pelo Governo do Estado como pioneira no país na utilização do Sangue Total em atendimento pré-hospitalar. O programa também conta com apoio técnico do médico norte-americano Mark Yazer, da Universidade de Pittsburgh, referência internacional na área.
Quais órgãos participam do atendimento com Sangue Total?
A estrutura envolve a Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Samu Aeromédico e do Hemosc, além da Polícia Militar de Santa Catarina, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).
O Hemosc é responsável pelo fornecimento das bolsas e pelos procedimentos relacionados ao controle de qualidade, rastreabilidade e exames obrigatórios. A reposição dos estoques segue os fluxos estabelecidos pelo serviço.
O que mais foi entregue durante a implantação em Lages?
Durante o evento em Lages, a Secretaria de Estado da Saúde também entregou quatro ambulâncias. Três são Unidades de Suporte Básico do Samu, destinadas a Rio Rufino, Caibi e Palma Sola. A quarta, uma ambulância branca, será utilizada por Urupema para o transporte de pacientes.
Também foram entregues uniformes aos profissionais do Samu, adquiridos com recursos de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão. Os kits incluem macacão, camiseta e jaqueta.
No mesmo evento, foi apresentado o projeto do novo hangar do 5º Batalhão de Aviação da Polícia Militar de Santa Catarina em Lages.






