
Uma supercélula foi registrada na região de Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, durante a passagem de uma sequência de temporais neste sábado (26). O fenômeno foi filmado por volta das 18h50 por um grupo de caçadores de tempestades.
Entre os integrantes estava o norte-americano Nader Mike, que veio ao Brasil para acompanhar fenômenos meteorológicos severos, e o fotógrafo gaúcho Gabriel Zaparolli. O grupo transmitiu o acompanhamento da tempestade.
Em uma publicação nas redes sociais, Zaparolli classificou a formação como uma “supercélula monstruosa” e mencionou a possibilidade de um tornado ter se formado brevemente na região. A ocorrência, no entanto, ainda precisa ser confirmada por análise meteorológica.
O que é uma supercélula
A supercélula é um tipo de tempestade severa caracterizada por uma corrente de ar ascendente que gira dentro da nuvem. Essa rotação, chamada de mesociclone, contribui para que a tempestade permaneça organizada por mais tempo.
A formação pode provocar granizo, ventos fortes e, dependendo das condições atmosféricas, tornados. Para que uma supercélula se desenvolva, são necessários fatores como calor, umidade, instabilidade e mudanças na velocidade e na direção dos ventos em diferentes altitudes.
Apesar de poder gerar tornados, a presença de uma supercélula não significa necessariamente que esse fenômeno ocorrerá.
Temporal provocou estragos
A supercélula foi registrada durante uma sequência de temporais que atingiu diferentes regiões do Rio Grande do Sul neste fim de semana.
Em Alegrete, houve queda de granizo, destelhamentos, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica. A região de Passo Novo registrou danos em imóveis.
A Defesa Civil estadual havia emitido alertas para tempestades, com possibilidade de granizo e rajadas de vento superiores a 80 km/h no sábado. Para este domingo (27), a previsão indicava possibilidade de ventos acima de 90 km/h em algumas áreas.
A instabilidade deve continuar no Estado nos próximos dias. Entre sábado e terça-feira (29), os acumulados de chuva podem variar entre 100 e 200 milímetros, com possibilidade de volumes superiores a 250 milímetros de forma pontual nas regiões da Campanha, Centro e Oeste.
Em Alegrete, o nível do rio Ibirapuitã também é monitorado diante da possibilidade de ultrapassagem da cota de inundação.






