
A maioria dos brasileiros defende mudanças nas regras para escolha e permanência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14). O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Entre os entrevistados, 68% afirmaram ser favoráveis a aumentar as exigências para a chegada de novos ministros ao STF. Outros 53% apoiam a adoção de mandatos com tempo fixo para os integrantes da Corte. Já 50% defendem que o Congresso Nacional e o Judiciário também possam indicar magistrados para o Supremo. Atualmente, a indicação é feita pelo presidente da República, com posterior aprovação do Senado.
A pesquisa também mostrou aumento na desconfiança em relação ao STF. Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados afirmaram não confiar na Corte. O índice cresceu dez pontos em comparação com a pesquisa anterior, realizada em agosto.
Outros 30% disseram confiar pouco no Supremo, enquanto 9% afirmaram confiar muito. O percentual dos que declararam não confiar voltou a níveis próximos aos registrados em abril e maio deste ano. Em abril, eram 53%, enquanto em maio o índice chegou a 55%.
A pesquisa foi realizada em meio à crise interna envolvendo ministros do STF e ao debate sobre as investigações relacionadas ao chamado Caso Master.
Impacto sobre os Poderes
O levantamento também perguntou aos entrevistados sobre os impactos do Caso Master. Para 46%, o episódio afeta negativamente todos os Poderes de maneira igual.
Outros 17% consideram que o impacto negativo atinge apenas o STF. Para 15%, o caso afeta o governo anterior e a família Bolsonaro, enquanto 9% apontaram o governo Lula e políticos do PT.
O Banco Central foi citado por 2% dos entrevistados. Congresso Nacional e a opção de que nenhum dos Poderes é afetado tiveram 1% cada. Outros 17% não souberam ou não responderam.
Atualmente, ministros do STF precisam ter pelo menos 35 anos para serem nomeados e deixam o cargo compulsoriamente aos 75 anos. Não existe, porém, um período fixo de permanência na Corte. A OAB de São Paulo já defendeu a adoção de mandatos de 12 anos para os ministros.
Fonte: G1






