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Crise institucional aumenta incerteza e impõe custos à economia brasileira, avalia Fecomércio SC

Presidente da entidade, Hélio Dagnoni, afirma que instabilidade entre instituições afeta câmbio, investimentos, crédito e confiança do setor produtivo.


O Brasil atravessa um dos momentos mais delicados de sua história institucional recente. As denúncias cruzadas entre ministros do Supremo Tribunal Federal, tornadas públicas nas últimas semanas, expuseram uma disputa interna sem precedentes na mais alta Corte do Judiciário. O episódio se soma a investigações em curso sobre a conduta de integrantes do próprio tribunal e, segundo o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, não pode ser tratado como um assunto distante da economia.

Para o setor produtivo, a instabilidade institucional já aparece em fatores que influenciam decisões de investimento e consumo. O câmbio voltou a apresentar volatilidade, pressionado pela incerteza eleitoral, pelo risco fiscal e pelo ambiente político. Ao mesmo tempo, a dívida pública segue em trajetória de alta e o custo de capital permanece elevado, principalmente para pequenas e médias empresas.

A falta de previsibilidade também interfere na confiança de empresários e investidores. Instituições fragilizadas podem aumentar o prêmio de risco, provocar oscilações cambiais e dificultar a realização de investimentos produtivos. Para Dagnoni, regras estáveis, transparência e segurança jurídica são necessárias para que empresas possam planejar suas atividades com maior segurança.

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Levantamento do Real Time Big Data citado no artigo aponta que 55% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal, enquanto 62% afirmam não confiar no Congresso Nacional. O texto também menciona pesquisa do Datafolha que mostra piora na avaliação de instituições entre o fim de 2024 e o início de 2026, com aumento da desconfiança também em relação à Presidência da República.

Na avaliação da Fecomércio SC, o descrédito institucional ultrapassa o debate político e pode atingir diretamente a economia. A percepção de insegurança afeta decisões sobre investimentos, contratações e expansão dos negócios, além de dificultar a previsão de custos e regras futuras.

O setor produtivo catarinense, segundo Dagnoni, mantém sua confiança na democracia, mas defende a necessidade de enfrentar episódios que possam prejudicar a imagem do país e elevar o custo do crédito. A reconstrução da credibilidade das instituições, com transparência e segurança jurídica, é apontada como um dos caminhos para fortalecer o ambiente de negócios e criar condições para um crescimento econômico mais consistente.

Fonte: Fecomercio

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