
Um e-mail com ameaças de ataques a creches e à casa do prefeito de Florianópolis mobilizou a Guarda Municipal, a Polícia Militar e a Polícia Civil durante a madrugada desta sexta-feira (11). A mensagem foi encaminhada a dezenas de endereços institucionais da Prefeitura, incluindo o gabinete do prefeito, setores administrativos e pelo menos seis Núcleos de Educação Infantil Municipais (NEIMs).
No conteúdo, o autor ameaça entrar em creches e matar crianças, além de fazer ameaças contra uma professora e contra o prefeito e seus familiares. A mensagem também faz referência a um ataque armado.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o caso passou a ser tratado como prioridade e equipes das forças de segurança iniciaram diligências para identificar e localizar o responsável.
A Prefeitura de Florianópolis confirmou que tomou conhecimento das ameaças e informou que o caso está sendo acompanhado desde as primeiras horas. O município também afirmou que possíveis suspeitos já foram identificados e que as forças de segurança trabalham para localizá-los e tomar as medidas legais cabíveis.
Como medida preventiva, o patrulhamento foi reforçado nas unidades da rede municipal de ensino. A orientação aos profissionais é seguir os protocolos de segurança.
Apesar da circulação de informações nas redes sociais, não há registro de ataque ou tentativa de invasão a creches da rede municipal. Também não há indicação, até o momento, de que o autor da mensagem tenha se aproximado de alguma unidade.
As aulas da rede municipal de Florianópolis estão suspensas nesta sexta-feira (11), mas a Prefeitura esclareceu que a decisão ocorreu em razão do alerta vermelho para chuva e não está relacionada diretamente à ameaça.
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) informou que recebeu a denúncia e cobrou uma resposta rápida do poder público. A entidade defende a suspensão das atividades nas unidades de educação como medida de proteção à comunidade escolar.
A investigação continua em andamento. Até a publicação da reportagem, ninguém havia sido preso.
A Prefeitura orienta que situações suspeitas sejam comunicadas à Guarda Municipal pelo 153 ou à Polícia Militar pelo 190.
Fonte: Jornal Razão







