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MP denuncia ex-padrasto que confessou morte de adolescente de 14 anos no RS

Alice Nitz foi morta em agosto, em Encantado; acusado está preso preventivamente e foi denunciado por feminicídio

Foto: Reprodução/MPRS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou Wagno Arezi Henika pela morte de Alice Nitz, de 14 anos, em Encantado, no Vale do Taquari. A denúncia foi divulgada nesta quarta-feira (9). O homem, que manteve um relacionamento com a mãe da adolescente durante 13 anos, está preso preventivamente e confessou o crime durante a investigação.

Alice foi morta no dia 17 de agosto, após um desentendimento envolvendo questões financeiras, segundo o Ministério Público. Conforme a denúncia, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

O MP sustenta que Wagno teria agredido a adolescente com um martelo e, depois, utilizado uma faca. A acusação aponta ainda que Alice estava desarmada, em um ambiente fechado e sem condições de se defender de forma eficaz.

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Após o crime, segundo a investigação, o denunciado teria contado a familiares que havia matado a adolescente e deixado o local antes da chegada da Brigada Militar.

O Ministério Público denunciou Wagno por feminicídio e também pediu que ele seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. O órgão requer ainda a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.

O promotor de Justiça Heráclito Mota Barreto Neto afirmou que a denúncia foi apresentada com base nas provas reunidas durante a investigação e que o MP continuará acompanhando o processo para que os fatos sejam esclarecidos e a responsabilidade penal seja apurada.

A defesa de Wagno declarou, durante as investigações, que o acusado é réu confesso e está colaborando com as autoridades. O advogado Márcio Arcari também afirmou que a defesa busca garantir os direitos constitucionais do investigado, incluindo ampla defesa, contraditório e devido processo legal.

Alice era estudante da Escola Estadual de Ensino Fundamental Jardim do Trabalhador desde a educação infantil. Ela participava de um grupo de dança tradicionalista da instituição, declamava poesias e jogava futsal em uma equipe local.

A adolescente era lembrada pela comunidade escolar como uma jovem inteligente, talentosa e ligada à cultura gaúcha.

Com informações do g1.

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