
Opa, galera! Sou eu aqui de novo! Vou começar dizendo que sou suspeita pra falar, porque esse filme é definitivamente meu filme favorito.
Recentemente ele foi relançado nos cinemas para a comemoração dos 10 anos da data de lançamento e tive a oportunidade de assistir na telona, o que me rendeu mais uma oportunidade de reparar em detalhes técnicos para trazer para vocês, mas também me rendeu muitos choros e crises existenciais, que é exatamente o que acontece toda vez que eu assisto esse filme, mas com certeza não tem comparação em assistir nos cinemas.
Existe um consenso (que eu definitivamente não concordo) de que a esmagadora maioria das pessoas não gosta de musical e/ou drama, e principalmente da mistura dos dois, então, o diretor realmente se arriscou quando escolheu esses temas para sua obra.
Mas, indo contra todas as expectativas, o filme foi um completo sucesso. Não foi sorte, não foi por acaso, o filme é um sucesso porque ele merece ser! Todos os detalhes foram feitos com muito cuidado, nada é por acaso, quando se trata do que o Damien Chazelle (diretor) vai pôr na frente da câmera, até um fio de cabelo faz toda diferença.
O filme não mostra compromisso nenhum com a realidade, e acredito que isso é o que mais me cativa, porque a única coisa com que o filme se compromete a entregar é arte, e nisso ele entrega tudo.
Agora vem a parte que tem os spoilers, então, se você não assistiu, vai assistir!! Depois tu volta aqui e lê o resto.
Vamos falar de novo sobre teoria da cor? Esse filme é uma descrição pura de como fazer um bom uso da teoria. Ele nos apresenta de forma muito sutil a evolução da relação entre a Mia e o Sebastian não só com a atuação, mas com a mudança sutil de cores em todo o filme.
A Mia começa relacionada com a cor azul, que sozinha pode significar muitas coisas, mas quando colocamos em contexto, ela nos conta um pouco mais sobre a personagem, é a cor dos sonhadores, relacionada também à criatividade, à imaginação.
Já o Sebastian é introduzido relacionado muito mais ao vermelho, que significa intensidade, mas também valoriza muito mais a realidade, pé no chão.
Nos momentos em que a Mia aparece com o seu namorado, no começo do filme, ela está usando verde, que no círculo cromático é uma cor oposta ao vermelho, o que deixa o azul bem no meio, mostrando como se estivesse em cima do muro.
Conforme o tempo vai passando, a vida da Mia vai ficando cada vez mais vermelha e a do Sebastian cada vez mais azul, mostrando como eles estão indiretamente interferindo na vida um do outro, até o momento em que tudo se mistura e surge o roxo.
No momento em que está tudo alinhado, e os personagens estão em sincronia, o roxo surge para mostrar essa união, também remete à transformação.
Mas como tudo que é bom dura pouco, e o diretor não tem dó dos nossos corações, chegamos à parte em que eles começaram a ver os conflitos da realidade, nesses momentos vemos muito a presença do verde de novo, e mais uma vez como o mesmo sentido oposto ao vermelho, se opondo à relação dos dois.
Perto do final, quando estão sentados no banco em que dançaram “A Lovely Night”, é finalmente colocado um ponto final na relação, mas diferente do que esperávamos, não é uma cena intensa ou pesada e sim algo leve, quase como um abraço, com cores claras e iluminação bastante presente.
E por fim, muitos anos depois, quando ambos já estão com suas carreiras construídas e seus sonhos realizados, nós vemos o reencontro e, igual ao começo, vemos o azul e o vermelho presentes de novo, mas dessa vez não vemos a presença do roxo, e sim as cores separadas.
Esse filme me destrói por dentro todas as vezes que eu assisto, é muito mais que um filme, é uma experiência e acredito que todos deveriam dar pelo menos uma chance.
Se vocês quiserem que eu fale sobre outros filmes, séries, jogos, etc… É só me dizer!
Preciso reforçar que tudo isso é a minha visão, então, se você discorda de algo, ou quer me contar algo que eu não percebi, sinta-se livre para me mandar uma mensagem neste e-mail ([email protected]). Assim posso dar uma olhada no que vocês estão pensando também.
A gente se vê na sexta que vem, falouuuu!






