
⚡ Em Resumo:
- O que é: A Câmara Municipal de Chapecó realizou audiência pública sobre violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção.
- Números principais: A Rede Catarina informou ter atendido 22.168 mulheres com medidas protetivas de urgência desde 2016. Em 2026, 645 mulheres estão acompanhadas pelo programa.
- Onde: A audiência ocorreu no Plenário Rivadávia Scheffer, na Câmara Municipal de Chapecó, nesta quinta-feira (27).
- Quem afeta: Mulheres vítimas de violência, órgãos públicos, entidades de proteção e profissionais envolvidos no atendimento e enfrentamento da violência.
A Câmara Municipal de Chapecó realizou, nesta quinta-feira (27), uma audiência pública para discutir a violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção e enfrentamento no município.
O encontro ocorreu no Plenário Rivadávia Scheffer e foi proposto pela vereadora Caren Machado (PT), por meio do Requerimento nº 118/2026. A discussão abordou políticas públicas, prevenção, acolhimento, proteção e responsabilização, além dos desafios enfrentados pelas vítimas.
Por que a Câmara de Chapecó realizou a audiência?
A audiência teve como objetivo reunir autoridades, entidades e representantes da sociedade para discutir os mecanismos existentes de proteção às mulheres e identificar desafios no atendimento às vítimas.
A vereadora Caren Machado conduziu os trabalhos e destacou a preocupação com os dados de violência registrados no município.
“Sabemos que os dados sobre a violência em Chapecó são alarmantes. Por isso, a finalidade desta audiência pública é ouvir a população e as autoridades presentes para que, juntos, possamos fazer a diferença e ajudar as mulheres do nosso município”, afirmou.
Quem participou da audiência sobre violência contra a mulher?
Participaram do encontro a delegada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Chapecó, Caroline Dias Boff; a defensora pública Micheli Andressa Alves; o secretário municipal da Família e Proteção Social de Chapecó, Walter Luciano Huning; e a representante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Rosângela Maria Huning.
Também estiveram presentes Valdinéia de Brito, representante da OAB Subseção Chapecó; Jéssica Laís Martinelli, representante do Instituto A Calha; e o coordenador da Rede Catarina de Proteção à Mulher, 3º Sargento Marcelo Wunderwald. Os vereadores Wilson Cidrão (NOVO) e Paulinho da Silva (PCdoB) também contribuíram com as discussões.
O que foi discutido sobre violência política de gênero?
A defensora pública Micheli Andressa Alves abordou a violência política de gênero, incluindo situações praticadas no ambiente digital.
Segundo ela, esse tipo de violência pode ser utilizado para intimidar e afastar mulheres da participação política. Micheli afirmou que as agressões virtuais podem fazer parte de ações estruturadas para provocar ameaças psicológicas e físicas.
“Não é apenas uma variação do algoritmo. Trata-se de um método planejado e estruturado que se utiliza do ambiente digital para promover um regime de ameaça psicológica e física constante às mulheres, com o fim de expulsá-las da vida pública e do palco da política”, explicou.
Quantas mulheres são acompanhadas pela Rede Catarina em Chapecó?
O coordenador da Rede Catarina de Proteção à Mulher, 3º Sargento Marcelo Wunderwald, apresentou durante a audiência o funcionamento do programa e as ferramentas utilizadas no acompanhamento das vítimas.
Segundo os dados apresentados, desde 2016 a Rede Catarina atendeu 22.168 mulheres com medidas protetivas de urgência. Em 2026, 645 mulheres estão sob acompanhamento do programa e as guarnições já realizaram 278 visitas.
O coordenador também destacou que a primeira guarnição Maria da Penha de Santa Catarina foi implantada em Chapecó.
Qual é o papel do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher?
A representante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapecó, Rosângela Maria Huning, explicou que o órgão participa da formulação e do acompanhamento das políticas públicas voltadas às mulheres.
“As funções que exercemos no Conselho são participar, propor, acompanhar, fiscalizar, cobrar e transformar, sempre olhando para a sociedade como um todo”, afirmou.
O que a Prefeitura de Chapecó está fazendo para atender as mulheres?
O secretário municipal da Família e Proteção Social de Chapecó, Walter Luciano Huning, destacou a importância do apoio oferecido por pessoas próximas às vítimas, muitas vezes antes mesmo da chegada aos serviços especializados.
Ele também citou ações de valorização das mulheres, incluindo atividades de autoestima e cuidado relacionadas ao Agosto Lilás.
Segundo o secretário, a pasta também trabalha na formação e preparação dos profissionais da assistência social para aprimorar o atendimento às vítimas.
“Sobre as equipes da assistência social, estamos trabalhando muito a formação e a preparação desses profissionais. Por isso hoje estou aqui, para ouvir e entender das pessoas o que a gente pode fazer na Secretaria da Família e Proteção Social para melhorar ainda mais o trabalho que estamos fazendo”, afirmou.
Fonte: Ass Câmara de Vereadores






