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Justiça decreta falência da Oi pela segunda vez após empresa reconhecer insolvência

Companhia acumula R$ 44,3 bilhões em dívidas e havia afirmado à Justiça que a liquidação judicial era necessária diante da incapacidade de cumprir seus compromissos

Foto: Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, pela segunda vez, a falência da Oi. A decisão do Tribunal de Justiça do Rio foi tomada por unanimidade na terça-feira (25) e encerra uma nova tentativa de recuperação judicial da companhia.

A própria gestão judicial da Oi havia informado à Justiça, em novembro de 2025, que a empresa apresentava um quadro de insolvência e não tinha condições de suportar os chamados passivos extraconcursais, que ficam fora da recuperação judicial.

A companhia declarou aproximadamente R$ 44,3 bilhões em dívidas e patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões.

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Por que a falência da Oi foi decretada novamente?

A decisão retomou o julgamento de recursos apresentados pelo Itaú Unibanco e pelo Bradesco. Em novembro de 2025, os bancos haviam conseguido suspender a falência determinada anteriormente pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

No novo julgamento, o Tribunal de Justiça do Rio manteve a decretação da falência da companhia.

O processo aponta que a Oi não conseguiu cumprir o plano de recuperação homologado e também não demonstrou capacidade financeira para superar o quadro de insolvência.

O que a própria Oi disse à Justiça sobre sua situação financeira?

Em documento apresentado em 7 de novembro de 2025, a gestão judicial da Oi afirmou que o estado de insolvência da companhia era conhecido por credores, pelo mercado e por prestadores de serviços.

O documento também sustentava que a liquidação judicial da empresa era necessária diante da situação financeira apresentada.

A manifestação ocorreu depois que a Justiça afastou, em 30 de setembro de 2025, a diretoria e o conselho da Oi e nomeou o escritório Preserva Ação como gestor judicial.

Por que houve uma mudança de posição dentro da Oi?

A manifestação sobre a insolvência partiu da empresa sob gestão judicial, e não da administração que havia sido indicada pelos acionistas.

Pouco mais de um mês antes, a gestão anterior, comandada pelo então CEO Marcelo Millet, defendia junto aos credores que a recuperação judicial era o caminho necessário para evitar uma desorganização das operações da companhia.

A mudança ocorreu após a intervenção determinada pela Justiça.

Quanto a Oi deve atualmente?

Além dos cerca de R$ 44,3 bilhões em dívidas declaradas, a empresa acumulava aproximadamente R$ 1,7 bilhão em passivos com fornecedores que estavam fora da recuperação judicial.

O Itaú Unibanco tinha cerca de R$ 2 bilhões em créditos no processo, praticamente todo o montante classificado como quirografário. O Bradesco, por sua vez, possuía aproximadamente R$ 34,4 milhões no quadro de credores.

Também havia cerca de R$ 74 milhões em créditos extraconcursais.

O que pode acontecer com os serviços da Oi após a falência?

A gestão judicial havia solicitado que as atividades da empresa continuassem provisoriamente durante a transição para outros operadores.

A medida teria como objetivo permitir a transferência dos serviços ainda sob responsabilidade da Oi e preservar o valor dos ativos em benefício dos credores.

Segundo o documento apresentado à Justiça, a empresa tinha 4.664 contratos com o poder público, responsáveis por cerca de 60% do faturamento operacional do grupo. Também eram mantidos quase 10 mil contratos privados.

Entre os serviços citados estavam contratos com companhias aéreas, instituições financeiras e a Caixa Econômica Federal, além da conectividade de aproximadamente 13 mil casas lotéricas.

Quais são os riscos apontados pela gestão judicial?

A gestão judicial avaliou que uma falência sem medidas de transição poderia provocar impactos em serviços considerados relevantes para o funcionamento do país.

O documento apontou riscos operacionais relacionados, entre outros setores, ao tráfego aéreo civil e militar. Por isso, a continuidade provisória das atividades foi apresentada como uma forma de permitir a transferência organizada dos serviços antes da interrupção definitiva das operações.

Fonte: CNN

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