quarta-feira, agosto 19, 2026
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Tutora é denunciada por maus-tratos após cadela ingerir 55 pedras de crack em SC

MPSC aponta negligência e pede indenização de R$ 38 mil e perda definitiva da guarda do animal

Foto: Reprodução

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou uma mulher por maus-tratos após uma cadela da raça buldogue francês ingerir aproximadamente 55 porções de crack em uma residência no bairro Jarivatuba, em Joinville.

O caso ocorreu em 17 de abril. Segundo a denúncia, a droga estaria armazenada em um local acessível ao animal, permitindo que a filhote, chamada Antonieta, tivesse contato com as porções e as ingerisse. A denúncia ainda não foi recebida pela Justiça.

O que aconteceu com a cadela?

Antonieta, que tinha cerca de três meses na época, sofreu uma grave intoxicação. O animal apresentou convulsões recorrentes, tremores, rigidez muscular, alterações neurológicas e complicações respiratórias e gastrointestinais.

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A cachorrinha precisou de atendimento emergencial, passou por endoscopia, ficou internada e foi transferida para uma unidade de terapia intensiva veterinária.

Durante o atendimento inicial, a equipe veterinária conseguiu retirar 48 pedras de uma substância semelhante ao crack. Exames identificaram outras porções no organismo do animal.

O que o Ministério Público pede?

A 21ª Promotoria de Justiça de Joinville requer, além da responsabilização criminal, o pagamento de uma indenização mínima de R$ 38.362,02 pelos danos materiais e extrapatrimoniais sofridos pela cadela.

O MPSC também pede que a mulher perca definitivamente a guarda de Antonieta, que deverá permanecer sob os cuidados de um órgão competente de proteção animal.

Segundo a promotora de Justiça Simone Cristina Schultz, a omissão da tutora teria permitido o acesso da cadela à droga e provocado intenso sofrimento físico, além de risco concreto de morte.

A tutora também responde por tráfico de drogas?

Sim. A mulher também é ré em uma ação penal por tráfico de drogas relacionada ao mesmo caso.

De acordo com o MPSC, policiais foram acionados após a equipe veterinária encontrar as porções de entorpecente. A acusada teria declarado aos policiais que a droga pertencia a ela e que utilizou o animal para ocultá-la.

A ação penal aponta que 48 porções de substância semelhante à cocaína, totalizando 16,06 gramas, seriam mantidas para fins de comercialização, sem autorização legal.

O que aconteceu com Antonieta?

Após o atendimento veterinário, a cadela se recuperou e foi adotada. Segundo as informações divulgadas anteriormente sobre o caso, Antonieta não retornará à residência onde vivia.

A denúncia por maus-tratos apresentada pelo MPSC ainda precisa ser analisada pela Justiça.

Fonte: MPSC/ CNN

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