sexta-feira, agosto 14, 2026
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Atleta de Chapecó se inspira em lendas do basquete e busca título nos Parajasc em casa

Ivan José Puhl já conquistou cerca de 20 medalhas e conta como o esporte mudou sua vida desde que entrou no paradesporto


⚡ Em Resumo:

  • O que é: A história de Ivan José Puhl, atleta de Chapecó que encontrou no basquete do paradesporto uma paixão e uma forma de superar desafios.
  • Números principais: Ivan disputa os Parajasc desde 2007 e já conquistou cerca de 20 medalhas no basquete.
  • Onde: Chapecó, que recebe os Parajasc, com Ivan defendendo a equipe da casa no basquete.
  • Quem afeta: A trajetória é também uma inspiração para pessoas com deficiência que desejam conhecer e praticar esportes.

Antes mesmo de entrar em uma quadra para disputar os Parajasc, Ivan José Puhl já tinha seus ídolos. Ainda criança, acompanhava nomes que marcaram o basquete brasileiro, como Oscar, Hortência e Janete. Anos depois, foi justamente dentro das quadras que ele encontrou uma paixão que permanece até hoje.

A história de Ivan no paradesporto começou em outra modalidade. Em 2007, ele foi convidado para integrar a equipe de futsal DI. A experiência, porém, não saiu como esperava.

Como Ivan começou no paradesporto?

Ivan recebeu o convite de Alex, gerente do paradesporto, para disputar o futsal em 2007. Ele aceitou, mas não conseguiu se adaptar à modalidade e chegou a pensar em abandonar as competições.

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No ano seguinte, surgiu uma nova oportunidade. Ivan foi chamado para jogar basquete. A adaptação foi imediata.

“Gostei, ganhamos medalhas e até hoje estou no basquete”, contou.

Desde então, o armador construiu uma trajetória marcada por conquistas. Ele estima já ter conquistado cerca de 20 medalhas nos Parajasc, passando por pódios de terceiro e segundo lugares e também por títulos.

Qual título dos Parajasc Ivan guarda com mais carinho?

Entre tantas conquistas, uma das lembranças mais marcantes aconteceu em Brusque. Na decisão, Chapecó enfrentou a equipe da casa e venceu por 56 a 54.

A comemoração ficou marcada não apenas pelo título, mas pela festa após a partida.

“Saímos do ginásio até o alojamento fazendo barulho dentro do ônibus”, relembrou Ivan.

Agora, ele espera viver uma cena parecida, mas diante da torcida de Chapecó.

O que Ivan espera dos Parajasc em Chapecó?

Disputar os Parajasc em casa aumenta a expectativa do atleta. Para ele, o ambiente das competições ajuda a equipe a superar os próprios limites.

“O clima de ginásio faz a gente superar os nossos limites. Quando estou na quadra, os problemas ficam lá fora”, afirmou.

Ivan reconhece que a responsabilidade também aumenta quando a competição acontece diante da torcida local. A meta, no entanto, é clara: fazer uma boa campanha e buscar o troféu de campeão em casa.

Qual é a posição de Ivan no basquete?

Ivan atua como armador, função que considera uma das mais difíceis do basquete. É o jogador responsável por organizar as ações ofensivas da equipe e ajudar a conduzir o ritmo da partida.

Para participar dos Parajasc, ele também precisou organizar a rotina profissional. A liberação do trabalho foi viabilizada por meio da compensação de horas trabalhadas antecipadamente.

Além de competir, Ivan aproveita a experiência para incentivar outras pessoas a conhecerem o esporte.

Por que Ivan incentiva pessoas com deficiência a praticarem esportes?

Para Ivan, o esporte vai muito além das medalhas. A prática esportiva trouxe novas experiências, amizades, viagens e a oportunidade de conhecer outras culturas.

Por isso, ele procura incentivar colegas de trabalho e outras pessoas com deficiência a saírem de casa e buscarem uma modalidade com a qual se identifiquem.

“O esporte mudou tudo para mim. Eu não vejo a hora de treinar, viajar, conhecer outras culturas”, destacou.

Ivan também deixa um convite para quem ainda não encontrou uma atividade esportiva: buscar uma oportunidade e não desistir diante das dificuldades.

“Cada um corra atrás do seu objetivo e pratique um esporte”, afirmou.

Agora, o objetivo do armador é dentro da quadra. Jogando em casa, ele quer ajudar Chapecó a conquistar mais uma medalha e, quem sabe, repetir a festa que viveu em Brusque, desta vez com a torcida chapecoense.

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