
⚡ Em Resumo:
- O que é: Executivos do setor de proteína animal alertam que a redução da demanda chinesa por carne exige novas estratégias para o Brasil.
- Números principais: A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e um dos maiores compradores de carne de frango.
- Onde: O debate ocorreu durante o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), em São Paulo.
- Quem afeta: Produtores rurais, cooperativas, frigoríficos, exportadores e toda a cadeia da proteína animal brasileira.
A perspectiva de redução das importações de carne pela China acendeu um alerta na cadeia da proteína animal brasileira. Durante o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), realizado em São Paulo, representantes do setor defenderam que o Brasil intensifique a diplomacia comercial e invista em inovação para conquistar novos mercados.
A preocupação surge diante da estratégia chinesa de ampliar a produção doméstica de carne, medida que tende a reduzir gradualmente a necessidade de importações do país asiático.
Por que a China pode reduzir a compra de carne brasileira?
A China vem adotando políticas para aumentar sua produção interna de carne e reduzir a dependência de fornecedores internacionais. Esse movimento já resultou na imposição de cotas para importação de carne bovina de parceiros comerciais, entre eles o Brasil.
Mesmo com esse cenário, o país asiático continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira e um dos maiores compradores da carne de frango produzida no Brasil.
O que o setor defende para manter o crescimento das exportações?
Para o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, o Brasil precisa ampliar sua atuação na abertura de novos mercados internacionais.
Segundo ele, o crescimento da produção nacional exige uma política mais forte de diplomacia comercial para diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência de um único comprador.
“O Brasil precisa investir mais do que investe hoje em diplomacia comercial. O ritmo de crescimento da produção brasileira nos últimos anos nos manda buscar mais e mais mercados”, afirmou Canton durante painel no Siavs.
Como a inovação pode fortalecer a proteína animal brasileira?
Além da ampliação das relações comerciais, executivos do setor destacaram que a inovação será um fator importante para manter a competitividade da proteína animal brasileira.
Investimentos em tecnologia, eficiência produtiva, sustentabilidade e agregação de valor aos produtos são apontados como estratégias para enfrentar um cenário internacional mais competitivo e garantir espaço em novos mercados consumidores.
Fonte: Globo Rural





