sexta-feira, julho 31, 2026
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Justiça condena homem a devolver R$ 8,9 mil recebidos por engano em depósito bancário

Decisão da 1ª Vara Cível de Joinville reconheceu enriquecimento sem causa após o destinatário não devolver o dinheiro recebido por erro

Imagem: Reprodução/TJSC

⚡ Em Resumo:

  • O que é: Decisão da Justiça de Joinville que determinou a devolução de dinheiro recebido por engano em uma conta bancária.
  • Números principais: R$ 8.950 deverão ser devolvidos, com correção monetária pelo IPCA e juros de mora.
  • Onde: 1ª Vara Cível da Comarca de Joinville, em Santa Catarina.
  • Quem afeta: O homem que recebeu o depósito e a instituição de ensino responsável pela transferência.

O que motivou a ação judicial?

A 1ª Vara Cível da Comarca de Joinville condenou um homem a devolver R$ 8.950 recebidos indevidamente após uma transferência bancária realizada por engano por uma instituição de ensino. Além da restituição do valor, a decisão determina o pagamento de correção monetária pelo IPCA e juros de mora.

Segundo o processo, a transferência ocorreu por um equívoco cometido pela gerente financeira da instituição. Mesmo após ser comunicado sobre o erro, o destinatário não devolveu a quantia, o que levou a escola a recorrer à Justiça.

Qual foi a defesa apresentada pelo réu?

Durante a tramitação do processo, o homem pediu a ampliação do prazo para apresentar contestação, alegando que precisava de mais tempo para analisar os documentos e preparar sua defesa.

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O pedido, no entanto, foi rejeitado porque, conforme a decisão judicial, não foi acompanhado de justificativa suficiente. Com isso, a contestação não foi apresentada dentro do prazo previsto.

Por que a Justiça determinou a devolução do dinheiro?

Na sentença, o magistrado destacou que os documentos anexados aos autos comprovaram que a transferência foi realizada por erro. Também ressaltou que o homem tinha conhecimento da situação e, mesmo assim, manteve o valor em sua conta.

De acordo com a decisão, não havia qualquer justificativa para a retenção da quantia, caracterizando enriquecimento sem causa, situação em que uma pessoa obtém vantagem patrimonial indevida em prejuízo de outra e, por isso, deve restituir os valores.

O que determina a sentença?

Ao final do processo, a Justiça condenou o homem a devolver os R$ 8.950 recebidos indevidamente. O valor deverá ser atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde a data do recebimento, além da incidência de juros de mora a partir da citação.

A decisão foi proferida no Processo nº 5024608-77.2024.8.24.0038/SC.

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