quarta-feira, julho 22, 2026
InícioGERALMPF pede suspensão do aumento de etanol na gasolina para 32% no...

MPF pede suspensão do aumento de etanol na gasolina para 32% no Brasil

Ministério Público Federal afirma que mudança foi adotada sem análise de impacto suficiente e questiona riscos para veículos da frota nacional.


⚡ Em Resumo:

  • O que é: O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública para tentar suspender o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, que passou a ser de 32% (E32).
  • Números principais: O MPF pediu uma liminar para interromper a medida e também solicitou indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos.
  • Onde: A mudança vale para todo o Brasil e foi determinada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no dia 14 de julho de 2026.
  • Quem afeta: A medida envolve motoristas, consumidores de combustíveis, fabricantes de veículos, motociclistas e empresas do setor automotivo e de combustíveis.

Por que o MPF entrou com ação contra o aumento do etanol na gasolina?

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública na Justiça para tentar suspender o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, que passou a ser de 32% (E32) em todo o Brasil.

O órgão também solicitou uma liminar para interromper a aplicação da medida e pediu uma indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos.

Segundo o MPF, a alteração ocorreu sem uma análise de impacto considerada suficiente e sem comprovação científica sobre a viabilidade da mudança para toda a frota nacional.

- Continua após o anúncio -

Quando o aumento da mistura de etanol foi aprovado?

A elevação da mistura foi determinada no dia 14 de julho de 2026 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A decisão aumentou o percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina, que passou a ter 32% do biocombustível em sua composição.

O governo e representantes do setor defendem que a medida pode reduzir a dependência do Brasil por combustíveis importados e ampliar o uso de fontes renováveis.


Quais são os argumentos apresentados pelo Ministério Público Federal?

Na ação, o MPF afirma que os estudos realizados antes da mudança não comprovaram especificamente a adoção permanente do padrão E32.

O órgão citou testes feitos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), que avaliaram principalmente a mistura de 30% de etanol. Embora tenham sido realizados ensaios com 32%, o MPF argumenta que eles não seriam suficientes para validar a alteração como novo padrão nacional obrigatório.

O Ministério Público também questionou o fato de a especificação da gasolina E32 permitir até 34% de etanol, percentual que, segundo o órgão, não teria passado por uma validação técnica específica.


Quais problemas o MPF aponta para os veículos?

O órgão acompanhou preocupações apresentadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Entre os possíveis impactos citados estão corrosão de peças metálicas, desgaste antecipado de bombas de combustível e falhas em sistemas de injeção eletrônica.

Segundo o argumento apresentado na ação, os efeitos poderiam ser mais sentidos em motocicletas, veículos antigos e modelos importados.


O que o MPF pediu para mudanças futuras nos combustíveis?

Além da suspensão do aumento para 32%, o Ministério Público Federal pediu que a União adote regras mais rígidas antes de futuras alterações na composição dos combustíveis.

Entre as medidas solicitadas estão testes de longa duração, divulgação dos dados científicos utilizados nas decisões e maior transparência no processo de definição das políticas de combustíveis.

Fonte: Globo Reporter

Publicidade

Notícias relacionadas

SIGA O CLICRDC

147,000SeguidoresCurtir
120,000SeguidoresSeguir
13,000InscritosInscreva-se

Participe do Grupo no Whatsapp do ClicRDC e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp