quinta-feira, julho 16, 2026
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Mercado do boi gordo segue em queda, mas analistas projetam recuperação da arroba no fim de 2026

Preços permanecem pressionados nas principais regiões produtoras, enquanto expectativa de aumento das exportações para China e Estados Unidos anima o setor.


⚡ Em Resumo:

  • O que é: O mercado do boi gordo registra queda nos preços da arroba, mas especialistas projetam recuperação no último trimestre de 2026.
  • Números principais: Arroba caiu em importantes praças, como São Paulo (R$ 330), Goiás (R$ 315) e Minas Gerais (R$ 310). Exportações renderam US$ 288,3 milhões nos três primeiros dias úteis de julho.
  • Onde: Principais regiões produtoras do Brasil e mercado internacional, com destaque para China e Estados Unidos.
  • Quem afeta: Pecuaristas, frigoríficos, exportadores, consumidores e toda a cadeia da pecuária de corte.

O mercado físico do boi gordo continua enfrentando um período de baixa nas principais praças pecuárias do país. A pressão sobre os preços é resultado da maior oferta de animais para abate e da postura cautelosa dos frigoríficos, que seguem negociando com escalas reduzidas.

Apesar do cenário atual, consultorias do setor avaliam que a arroba deve voltar a subir no último trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento da demanda interna e pela expectativa de retomada das exportações.

Por que o preço do boi gordo está em queda?

Segundo analistas do mercado, muitos pecuaristas têm resistido a vender os animais pelos preços atuais. No entanto, as condições das pastagens e a necessidade de liberar espaço nos confinamentos acabam aumentando a oferta de bovinos para abate.

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Ao mesmo tempo, frigoríficos mantêm pressão sobre as negociações, aproveitando a maior disponibilidade de animais para tentar reduzir as cotações da arroba.

Outro fator que influencia o mercado é o esgotamento da cota anual destinada às exportações de carne bovina para a China, o principal destino da produção brasileira nos últimos anos.

O que pode fazer a arroba subir no fim do ano?

Especialistas acreditam que a tendência muda a partir do último trimestre.

Entre os fatores que devem sustentar a recuperação dos preços estão o início dos abates destinados às exportações de 2027 para a China, o aumento da demanda dos Estados Unidos e o crescimento tradicional do consumo de carne bovina no mercado interno durante as festas de fim de ano.

Além disso, a menor oferta de fêmeas para abate, a retenção de matrizes durante a estação de monta e o aquecimento da economia no período também podem favorecer a valorização da arroba.

Como estão os preços da arroba nas principais regiões?

Levantamento realizado em 9 de julho mostra queda nas principais praças pecuárias do país.

Os valores registrados foram:

  • São Paulo: R$ 330 por arroba;
  • Goiás: R$ 315;
  • Minas Gerais: R$ 310;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320;
  • Mato Grosso: R$ 320;
  • Rondônia: R$ 315.

Entre essas regiões, Mato Grosso apresentou a maior retração semanal, enquanto Mato Grosso do Sul manteve estabilidade.

Como está o mercado da carne bovina?

No mercado atacadista, os preços permaneceram praticamente estáveis durante a semana.

Segundo analistas, a eliminação precoce da seleção brasileira na Copa do Mundo reduziu a expectativa de aumento do consumo de carne bovina durante o torneio. Além disso, a proteína bovina continua enfrentando forte concorrência da carne de frango, considerada mais competitiva para o consumidor.

O desempenho das exportações continua positivo?

Mesmo com os desafios enfrentados no mercado internacional, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo elevado.

Nos três primeiros dias úteis de julho, o Brasil exportou 45,1 mil toneladas de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada, gerando receita de US$ 288,3 milhões.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 43,9% na receita média diária, avanço de 25,1% no volume embarcado e valorização de 15% no preço médio por tonelada, reforçando a importância do mercado externo para a cadeia da pecuária brasileira.

Fonte: Canal Rural

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