
⚡ Em Resumo:
- O que é: A “Declaração de Roma” reúne compromissos para promover o uso responsável da inteligência artificial e reforçar o desarmamento nuclear.
- Números principais: O documento apresenta seis compromissos e foi assinado por vencedores do Prêmio Nobel, cientistas, líderes religiosos e ex-chefes de Estado.
- Onde: Capitólio, em Roma, na Itália.
- Quem afeta: Governos, organizações internacionais, pesquisadores, empresas de tecnologia e a comunidade internacional.
Representantes da comunidade científica, vencedores do Prêmio Nobel, especialistas em inteligência artificial, líderes religiosos e ex-chefes de Estado assinaram nesta quinta-feira (16), em Roma, a chamada “Declaração de Roma”, um documento que propõe medidas para reduzir os riscos associados ao avanço da inteligência artificial e das armas nucleares.
O texto foi apresentado ao fim da Assembleia Global dos Prêmios Nobel sobre Inteligência Artificial e Guerra Nuclear, realizada no Borgo Laudato si’, e defende uma cooperação internacional para garantir que as novas tecnologias sejam utilizadas de forma responsável e voltadas ao bem comum.
O que diz a Declaração de Roma?
O documento afirma que a humanidade vive um momento decisivo diante da rápida evolução da inteligência artificial e do aumento das tensões envolvendo armas nucleares.
Segundo os signatários, o avanço tecnológico traz oportunidades importantes para áreas como ciência, medicina e desenvolvimento econômico, mas também amplia riscos relacionados à concentração de poder, ao uso militar da IA e à automação de decisões críticas.
A declaração também reforça o conceito de uma “paz desarmada e desarmante”, defendido pelo Papa Leão XIV, ao afirmar que a segurança internacional não deve estar baseada na ameaça ou na destruição mútua.
Quais compromissos foram assumidos?
A Declaração de Roma reúne seis compromissos centrais voltados à governança da inteligência artificial e ao fortalecimento do desarmamento nuclear.
Entre eles estão o desenvolvimento responsável da IA, a criação de mecanismos internacionais de supervisão, o fortalecimento da cooperação entre governos e instituições científicas e a construção de um ambiente digital voltado ao interesse coletivo.
Os participantes também defendem que o desenvolvimento tecnológico esteja alinhado aos direitos humanos, ao direito internacional e aos princípios da paz.
O que o documento propõe sobre armas nucleares?
Um dos principais pontos do texto é o pedido para que a decisão de utilizar armas nucleares nunca seja delegada a sistemas automatizados.
Os signatários defendem a criação de um tratado internacional que proíba a integração irresponsável da inteligência artificial aos sistemas de comando, controle e lançamento de armas nucleares, garantindo que qualquer decisão permaneça sob controle humano efetivo.
Além disso, o documento propõe medidas para impedir o uso da IA em ataques cibernéticos contra instalações nucleares.
Como a inteligência artificial pode ser utilizada de forma responsável?
A declaração incentiva o uso da inteligência artificial para promover avanços científicos, melhorar a saúde, fortalecer a proteção ambiental, ampliar a resiliência das sociedades e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Os participantes também defendem a criação de mecanismos globais de governança e de um “bem comum digital”, permitindo o compartilhamento de informações que auxiliem na formulação de políticas públicas e no enfrentamento de desafios internacionais.
Qual é o apelo final da Declaração de Roma?
Na parte final do documento, os signatários pedem que os países retomem as negociações para alcançar a eliminação verificável e irreversível das armas nucleares.
A declaração reafirma os compromissos previstos no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e no Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPNW), além de defender a redução gradual da importância dos arsenais nucleares nas estratégias militares.
Segundo o texto, a cooperação internacional será essencial para reduzir os riscos de conflitos e garantir a segurança das futuras gerações.
Fonte: Vatican News






