
⚡ Em Resumo:
- O que é: Empresários alertaram o governo federal sobre os riscos de retaliar os Estados Unidos após o novo tarifaço imposto aos produtos brasileiros.
- Números principais: O alerta foi baseado em três pontos e ocorre enquanto o governo avalia aplicar a Lei da Reciprocidade.
- Onde: Brasil e Estados Unidos.
- Quem afeta: Exportadores brasileiros, indústria nacional, governo federal e empresas que mantêm relações comerciais com o mercado norte-americano.
Representantes do setor privado manifestaram ao governo federal preocupação com a possibilidade de o Brasil adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos após o novo pacote de tarifas anunciado pelo presidente Donald Trump.
Segundo interlocutores que participaram das conversas, empresários defenderam cautela e alertaram para os possíveis impactos econômicos de uma escalada na disputa comercial entre os dois países.
Por que empresários pedem cautela ao governo?
De acordo com relatos das conversas, o setor privado apresentou três argumentos principais ao governo federal.
O primeiro é que, entre os países afetados por medidas comerciais adotadas por Donald Trump, apenas a China conseguiu responder com efetividade, devido ao peso de sua economia. Na avaliação dos empresários, outras nações, como Reino Unido, Japão e até a União Europeia, evitaram ampliar o conflito comercial. O Canadá, que chegou a cogitar uma retaliação, também recuou posteriormente.
Quais impactos preocupam os exportadores brasileiros?
O segundo ponto levantado pelo setor privado é que uma retaliação brasileira dificilmente traria benefícios para as empresas exportadoras.
Os empresários destacaram que os Estados Unidos são um dos principais destinos das exportações brasileiras de maior valor agregado, especialmente produtos industrializados e de tecnologia. Na avaliação do setor, um agravamento da disputa comercial pode comprometer investimentos, reduzir a competitividade e afetar linhas de desenvolvimento tecnológico e científico.
O que pode acontecer se o Brasil retaliar?
Outro fator apontado pelos representantes empresariais é a imprevisibilidade da reação do governo norte-americano.
Segundo a avaliação apresentada ao Executivo, Donald Trump poderá tanto ignorar uma eventual resposta brasileira quanto ampliar as medidas contra o Brasil, inclusive em áreas que hoje não são atingidas pelo novo tarifaço.
Qual é a posição do governo federal?
Nos bastidores, a avaliação de integrantes do governo é que há uma tendência de aplicar a Lei da Reciprocidade, instrumento aprovado pelo Congresso Nacional que permite ao Brasil adotar medidas em resposta a barreiras comerciais impostas por outros países.
Ao mesmo tempo, uma ala do governo defende uma postura mais cautelosa, avaliando que este momento exige diálogo antes da adoção de medidas que possam ampliar as tensões entre Brasil e Estados Unidos.
Enquanto isso, o governo segue analisando os possíveis desdobramentos econômicos e diplomáticos da decisão anunciada pelos Estados Unidos.
Fonte: CNN







