
⚡ Em Resumo:
- O que é: Os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% para diversos produtos brasileiros, mas deixaram importantes setores de fora da medida.
- Números principais: Café, carne bovina, petróleo e aeronaves representam cerca de um terço das exportações brasileiras para os EUA no primeiro semestre de 2026.
- Onde: A medida foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos e afeta o comércio entre os dois países.
- Quem afeta: Exportadores brasileiros, setores industriais, agronegócio, empresas exportadoras e importadores norte-americanos.
Os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, mas decidiram manter fora da cobrança alguns dos principais itens da pauta de exportações do Brasil. Entre eles estão café, carne bovina, petróleo e produtos da aviação civil, que juntos responderam por aproximadamente um terço das vendas brasileiras ao mercado norte-americano no primeiro semestre de 2026.
A medida foi divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e passa a valer em 22 de julho.
Quais produtos ficaram de fora da tarifa?
Além de aeronaves, petróleo, carne bovina e café, também ficaram isentos da sobretaxa produtos como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja.
Segundo o governo norte-americano, essas exceções foram concedidas porque esses produtos não são produzidos em quantidade suficiente nos Estados Unidos ou não possuem oferta interna a preços considerados competitivos. A decisão busca evitar desabastecimento e impactos na economia do país.
Quais setores brasileiros serão afetados?
Nem todos os segmentos conseguiram escapar da nova taxação. Permanecem sujeitos à tarifa adicional de 25% produtos como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos que não atendem ao setor de aviação e outros produtos manufaturados.
A medida pode reduzir a competitividade desses itens no mercado norte-americano e aumentar os custos para exportadores brasileiros.
Por que os Estados Unidos anunciaram a nova tarifa?
A sobretaxa foi definida após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
O órgão afirmou que determinadas práticas adotadas pelo Brasil prejudicariam agricultores, trabalhadores, exportadores e empresas norte-americanas, justificando a aplicação da tarifa.
Qual foi a resposta do governo brasileiro?
O governo brasileiro rejeitou a decisão e afirmou que não reconhece a legitimidade da investigação conduzida pelo USTR.
Em nota oficial, informou que adotará as medidas previstas na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, além de retomar a discussão na Organização Mundial do Comércio (OMC), utilizando os mecanismos de solução de controvérsias disponíveis.
O que representa a isenção para o setor cafeeiro?
A manutenção do café entre os produtos isentos foi comemorada por entidades do setor, como a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
As entidades destacaram que o resultado é fruto das negociações realizadas com representantes do setor nos Estados Unidos e preserva exportações estimadas entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões por ano para o principal mercado consumidor de café do mundo.
Apesar da decisão, o setor segue em alerta. As entidades lembram que ainda existe outra investigação conduzida pelo USTR que poderá resultar na aplicação de uma tarifa adicional de até 12,5% sobre o café brasileiro.
Fonte: Agencia Brasil







