
⚡ Em Resumo:
- O que é: Polícia Civil do Paraná concluiu que Amanda Maria Souza de Oliveira também aplicou golpes no estado se passando por uma adolescente com câncer.
- Números principais: Investigação foi reaberta após a prisão em Santa Catarina; grupo afirma que o golpe durou cerca de 10 meses e o caso estava registrado desde 2022.
- Onde: Colombo (PR) e Joinville (SC).
- Quem afeta: Integrantes de um grupo de oração, familiares das vítimas e pessoas que possam ter sido alvo de golpes semelhantes.
Como a investigação foi retomada no Paraná?
A Polícia Civil do Paraná concluiu que Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, também aplicou golpes no estado ao se passar por uma adolescente com câncer terminal. Ela foi indiciada pelo crime de estelionato em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.
O caso havia sido registrado em boletim de ocorrência em 2022 e chegou a ser investigado, mas a autoria não foi identificada na época. As investigações foram reabertas no início de junho deste ano, depois que integrantes de um grupo de oração reconheceram Amanda após sua prisão em Joinville, no Norte de Santa Catarina.
Como a suspeita enganava as vítimas?
Segundo a investigação, Amanda utilizava o nome “Emily” no Paraná e dizia ter 13 anos, afirmando estar em estágio terminal de um câncer. Durante cerca de dez meses, ela relatou histórias de doenças graves, abandono familiar, violência e perdas para conquistar a confiança dos integrantes do grupo de oração.
As vítimas afirmam que a suspeita pediu que uma das participantes se tornasse sua madrinha de batismo e, posteriormente, chegou a chamá-la de mãe. O vínculo emocional foi tão intenso que uma das mulheres tatuou o nome “Emily” no pulso, removendo a tatuagem após descobrir a fraude.
Como o golpe foi descoberto?
As desconfianças começaram quando Amanda passou a pedir dinheiro aos integrantes do grupo. Eles decidiram verificar as informações fornecidas por ela junto aos hospitais onde dizia estar internada, mas não encontraram qualquer registro.
A confirmação da fraude ocorreu durante uma videochamada. Ao pedir para conversar com uma suposta tia da adolescente, uma das vítimas percebeu que a mulher na tela era a própria Amanda. Pressionada, ela admitiu que não era uma adolescente doente, mas uma mulher adulta que havia inventado toda a história.
O que diz a Polícia Civil?
Após a prisão em Santa Catarina, as vítimas de Colombo foram chamadas para realizar o reconhecimento da suspeita. Com base nos novos elementos reunidos, Amanda foi indiciada por estelionato.
Em interrogatório, ela negou os crimes relacionados ao caso investigado no Paraná. A defesa da investigada não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Como surgiu o caso em Santa Catarina?
Amanda ganhou repercussão nacional após ser presa em Joinville, onde, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, viveu por 14 meses com uma família fingindo ser uma adolescente de 12 anos.
De acordo com a investigação, ela inicialmente afirmou ter 18 anos e procurava emprego. Depois, passou a alegar ter apenas 11 anos e disse ser vítima de maus-tratos, conquistando a confiança da família, que chegou a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para ela.
As investigações catarinenses foram concluídas e Amanda se tornou ré pelos crimes de falsa identidade e estelionato. Em depoimento, ela confessou ter aplicado golpes semelhantes em outros estados, entre eles Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará. Um caso semelhante também foi identificado no Rio Grande do Sul.







