quarta-feira, julho 8, 2026
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Adolescente de Itapema com TEA conquista ouro na maior olimpíada de matemática do Brasil

Davi Dalmut, de 14 anos, recebeu medalha de ouro na OBMEP e emocionou a família ao transformar seu talento pela matemática em uma conquista nacional.


⚡ Em Resumo:

  • O que é: Estudante de Itapema, com TEA e altas habilidades, conquistou a medalha de ouro regional na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP)
  • Números/Dados: Davi tem 14 anos, recebeu diagnóstico de TEA aos 1 ano e 10 meses, conquistou bronze nacional em 2024 e ouro nacional e regional em 2025
  • Onde: Itapema, no Litoral de Santa Catarina, com premiações em Florianópolis e no Rio de Janeiro
  • Quem afeta: Estudantes, famílias, educadores e pessoas que acompanham iniciativas de inclusão e incentivo aos talentos na educação

Para a família de Davi Dalmut, a medalha de ouro representa muito mais do que um excelente desempenho em uma competição. Aos 14 anos, o estudante do 9º ano da rede municipal de Itapema, no Litoral de Santa Catarina, foi reconhecido na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), considerada a maior competição estudantil de matemática do país.

Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e altas habilidades/superdotação, Davi construiu uma trajetória marcada pelo incentivo da família, dedicação aos estudos e paixão pelos desafios matemáticos.

Como surgiu o talento de Davi para a matemática?

Os primeiros sinais apareceram ainda na infância. Com apenas 1 ano e 6 meses, Davi já cantava o alfabeto em português e inglês. Antes dos 3 anos, aprendeu a ler sozinho, demonstrando hiperlexia e um interesse incomum por letras, números, calendários e padrões.

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Além disso, passava horas montando quebra-cabeças e criando construções com peças de LEGO, atividades que despertavam seu raciocínio lógico e sua criatividade.

Em 2020, aos 8 anos, uma avaliação neuropsicológica confirmou as altas habilidades, especialmente na matemática. Segundo a família, o diagnóstico apenas explicou um talento que já fazia parte da rotina do adolescente.

Como foi a trajetória até a medalha de ouro?

A participação de Davi na OBMEP começou de forma natural, motivada pelo prazer em resolver problemas matemáticos.

Em 2024, ele conquistou a medalha de bronze nacional e a prata regional. No início de 2025, passou a integrar o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), iniciativa da OBMEP que reúne estudantes medalhistas para atividades de aprofundamento em matemática.

Ainda em 2025, alcançou o maior resultado da carreira ao conquistar as medalhas de ouro nacional e regional. A conquista também garantiu sua participação no Encontro Nacional dos Medalhistas e na cerimônia oficial de premiação, realizada no Rio de Janeiro.

O que a conquista representa para Davi e sua família?

Questionado sobre o significado da medalha, Davi resumiu a conquista em poucas palavras: “Meu amor pela matemática.”

Para a família, a resposta traduz a relação espontânea do adolescente com os estudos. Mais do que colecionar medalhas, o objetivo sempre foi oferecer oportunidades para que ele desenvolvesse seus talentos respeitando suas características e seu ritmo.

A experiência no encontro nacional também representou um importante passo para a autonomia e o desenvolvimento social do estudante, que pôde conviver com centenas de jovens que compartilham o mesmo interesse pela matemática.

Como é a rotina do estudante?

Além da matemática, Davi também gosta de inglês, acompanha conteúdos no idioma e conversa em inglês com o irmão gêmeo, Samuel, que também é autista.

O adolescente é apaixonado pelo universo de Super Mario, gosta de conteúdos sobre Jesus e mantém uma rotina que inclui escola, acompanhamento psicológico, aulas do PIC, natação e momentos dedicados aos estudos e ao computador.

Na escola, recursos como abafadores de ruído e espaços de regulação sensorial ajudam na adaptação ao ambiente escolar.

Qual mensagem a história deixa para outras famílias?

Para a mãe, Josi Dalmut, a conquista mostra que o acolhimento, o incentivo e o acesso às oportunidades permitem que talentos sejam desenvolvidos independentemente de um diagnóstico.

Segundo ela, o maior desejo da família nunca foi formar um medalhista, mas proporcionar ao filho condições para crescer com autonomia, fortalecer suas habilidades sociais e ser reconhecido por quem realmente é.

A trajetória de Davi reforça a importância de olhar para o potencial de cada estudante e valorizar suas capacidades, respeitando suas individualidades e promovendo uma educação cada vez mais inclusiva.

Fonte: Jornal Razão

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