


A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta sexta-feira (12), a Operação Fronteira Oeste, que tem como alvo uma organização criminosa investigada por atuação em municípios do Oeste catarinense. A ação foi coordenada pelas delegacias de Palmitos e Caibi e resultou no cumprimento de 16 mandados de prisão e diversas ordens de busca e apreensão em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Segundo a investigação, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes e atuação voltada, em tese, para a prática de crimes como organização criminosa, extorsão, tráfico de drogas, exploração sexual e lavagem de capitais.
As apurações apontaram ainda que estabelecimentos comerciais estariam sendo utilizados como base para o desenvolvimento das atividades ilícitas. Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu elementos de prova por meio de diligências, monitoramentos e outras técnicas investigativas que permitiram identificar a estrutura hierárquica da organização e a participação dos suspeitos.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram realizadas prisões temporárias de investigados apontados como integrantes do grupo criminoso, além da apreensão de dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o andamento das investigações.
Também foram determinadas a suspensão cautelar das atividades de estabelecimentos comerciais supostamente utilizados para a prática dos crimes e a apreensão de veículos de alto valor, entre eles dois automóveis BMW e uma caminhonete Range Rover Evoque.
A operação mobilizou aproximadamente 70 policiais civis, que atuaram simultaneamente em diversos municípios para cumprir as ordens judiciais e coletar novas provas que possam contribuir para o avanço das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o nome “Fronteira Oeste” faz referência à região onde o grupo investigado atuava e ao trabalho integrado de combate às organizações criminosas que operam na faixa de fronteira e no interior do estado.
As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas.













