
⚡ Em Resumo:
- O que é: A Polícia Civil do Paraná deflagrou a quarta fase da Operação Gift, investigação contra uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
- Números principais: Foram cumpridas 93 ordens judiciais, incluindo 21 prisões preventivas, 37 buscas domiciliares e 35 buscas pessoais. A investigação aponta movimentação de cerca de R$ 30 milhões pelo grupo.
- Onde: A operação ocorre em municípios do Paraná e de Santa Catarina, incluindo Galvão, no Oeste catarinense, além de Florianópolis e Balneário Camboriú.
- Quem afeta: Os alvos são integrantes de uma organização criminosa investigada pela distribuição de drogas para o Oeste de Santa Catarina e outras regiões.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou nesta quarta-feira (5) a quarta fase da Operação Gift, ação que investiga uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.
A operação ocorre simultaneamente em municípios do Paraná e de Santa Catarina, com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). Entre os locais alvos está Galvão, no Oeste catarinense.
Quais mandados estão sendo cumpridos na Operação Gift?
Ao todo, são 93 ordens judiciais cumpridas nesta fase da operação. A ação inclui 21 mandados de prisão preventiva, 37 mandados de busca e apreensão domiciliar e 35 mandados de busca pessoal.
Também foram determinadas medidas de bloqueio de valores e aplicações financeiras de 26 investigados, além do sequestro de imóveis, veículos e outros bens relacionados às atividades criminosas.
As diligências são realizadas em Pato Branco, Vitorino, Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba, no Paraná, além de Florianópolis, Balneário Camboriú e Galvão, em Santa Catarina.
Como começaram as investigações da Operação Gift?
A investigação teve início após a prisão em flagrante de um homem transportando aproximadamente 65 quilos de maconha em Itapejara d’Oeste, no Paraná. Os tabletes da droga estavam embalados em papel de presente, origem do nome da operação, que significa “presente” em inglês.
Durante cerca de um ano de apurações, a Polícia Civil identificou a estrutura da organização, incluindo a aquisição de drogas na região de Foz do Iguaçu, o abastecimento do sudoeste do Paraná e a distribuição de entorpecentes para o Oeste de Santa Catarina.
O que a investigação descobriu sobre a organização criminosa?
Segundo a Polícia Civil do Paraná, o grupo possuía uma estrutura hierárquica e era liderado por um homem de 38 anos, apontado como responsável pela coordenação da compra, transporte e distribuição das drogas.
Familiares do suspeito também teriam participação na ocultação de patrimônio, movimentação de recursos ilícitos e logística financeira da organização.
Durante a investigação, as forças de segurança apreenderam mais de 140 quilos de drogas, veículos utilizados nas atividades criminosas, mais de R$ 70 mil em dinheiro e realizaram a prisão de 27 integrantes do grupo.
Quanto dinheiro a organização criminosa teria movimentado?
A Polícia Civil aponta que a organização movimentou aproximadamente R$ 30 milhões por meio do sistema bancário.
Parte dos valores obtidos com o tráfico seria transportada em espécie entre Pato Branco e Foz do Iguaçu para dificultar o rastreamento. Em uma ação realizada em julho deste ano, foram apreendidos mais de R$ 42 mil em dinheiro durante uma entrega de valores entre integrantes do grupo.
As investigações também identificaram empresas utilizadas para esconder a origem dos recursos e uma possível adulteração de cocaína com substâncias como cafeína e BCAA para aumentar o volume da droga comercializada.
Qual foi a participação da Polícia Civil de Santa Catarina na operação?
A Polícia Civil de Santa Catarina participou da operação por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), de Florianópolis, e das Divisões de Investigação Criminal (DICs) de Balneário Camboriú e São Lourenço do Oeste.
A ação mobilizou aproximadamente 150 policiais civis de unidades especializadas da Polícia Civil do Paraná, incluindo DENARC, DPI, DECCOR, DOESP, NOC e GOA.
Segundo as forças de segurança, a operação também busca atingir o patrimônio da organização criminosa, com bloqueio de ativos e apreensão de bens adquiridos ou utilizados com recursos provenientes do tráfico de drogas.
















