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Saúde SC reforça importância da vacinação contra o sarampo para quem for viajar ao exterior

Foto: Sid Macedo ASCOM/SES/SC

Com a aproximação da Copa do Mundo e o aumento da circulação internacional de pessoas, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da vacinação contra o sarampo para quem pretende viajar ao exterior. A doença é altamente contagiosa e segue registrando casos em diversos países, representando risco principalmente para pessoas não imunizadas. A vacina é gratuita e está disponível nas unidades de saúde.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as Américas registraram mais de 20 mil casos de sarampo apenas nos primeiros meses de 2026. Os maiores surtos estão concentrados justamente nos países que sediarão a Copa do Mundo — Estados Unidos, Canadá e México —, aumentando o risco de exposição para viajantes não vacinados ou com esquema incompleto.

Por isso, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) orienta que todas as pessoas verifiquem sua situação vacinal antes de embarcar. A recomendação é que a vacinação esteja em dia, especialmente para aqueles que participarão de eventos com grande concentração de pessoas, como as competições esportivas internacionais.

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“Para quem pretende ir à Copa, a orientação é tomar a vacina tríplice viral pelo menos 15 dias antes da viagem. Os pais podem ainda adiantar a aplicação das doses de vacina das crianças a partir de 6 meses que forem viajar para áreas endêmicas. O cuidado é necessário, pois o evento reúne pessoas de diferentes países e continentes, aumentando a possibilidade de circulação de vírus e outras doenças transmissíveis”, destaca João Augusto Fuck, diretor da Dive.

A vacina contra o sarampo é a principal forma de prevenção individual e coletiva, integra o Calendário Nacional de Vacinação e é aplicada por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

A SES reforça que a atualização da caderneta vacinal deve ser feita com antecedência. “A proteção é importante durante a viagem e para evitar a reintrodução do vírus no Brasil após o retorno”, ressalta o diretor.

Transmissão e sintomas

O sarampo é transmitido por secreções respiratórias expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações como pneumonia, encefalite e até óbito.

Recomendações para viajantes

  • Verificar a carteira de vacinação antes da viagem; 
  • Certificar-se de ter recebido as doses recomendadas da vacina contra o sarampo; 
  • Procurar uma unidade de saúde em caso de dúvidas sobre o histórico vacinal; 
  • Ficar atento ao surgimento de sintomas durante ou após a viagem; 
  • Buscar atendimento médico e informar o histórico de deslocamento caso apresentem febre, manchas vermelhas pelo corpo ou outros sinais compatíveis com a doença. 

Esquema vacinal

O esquema de vacinação contra o sarampo prevê:

  • Duas doses da vacina para pessoas de 12 meses a 29 anos;
  • Pelo menos uma dose para adultos de 30 a 59 anos;
  • Duas doses para profissionais de saúde, independentemente da idade.

Situação da doença no Brasil

Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, a certificação de país livre da circulação endêmica do sarampo, casos importados continuam sendo registrados. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país, em diferentes estados. Parte associada a viagens internacionais, outros em pessoas sem vacinação ou com esquema vacinal incompleto.

Em 2026, foram confirmados dois casos em estados diferentes e com ausência de registro de vacinação: um em São Paulo, associado a viagem internacional; e outro no Rio de Janeiro, com fonte de infecção desconhecida. 

Santa Catarina mantém vigilância permanente para o sarampo por meio da notificação imediata de casos suspeitos, investigação epidemiológica e monitoramento da cobertura vacinal. A manutenção do status de eliminação da doença depende da vacinação oportuna da população e da atenção dos viajantes que se deslocam para áreas com circulação do vírus.

Por ASCOM

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