
⚡ Em Resumo:
- O que é: Capacitação promovida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina para formar facilitadores de grupos reflexivos com homens autores de violência doméstica.
- Números principais: Formação reuniu servidores e profissionais de 12 municípios durante três dias de atividades teóricas e práticas.
- Onde: Comarca de Ituporanga, no Alto Vale de Santa Catarina.
- Quem afeta: Servidores do Judiciário, profissionais da rede de atendimento e homens encaminhados aos grupos reflexivos, com impacto na prevenção da violência contra as mulheres.
Como foi realizada a capacitação do TJSC?
Servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina e profissionais de 12 municípios da região da comarca de Ituporanga, no Alto Vale, participaram de uma capacitação voltada à formação de facilitadores de grupos reflexivos com homens autores de violência contra as mulheres. A iniciativa faz parte do Projeto Ágora, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), seguindo as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Quais conteúdos foram abordados durante a formação?
Ao longo de três dias, os participantes receberam conteúdos teóricos e participaram de oficinas práticas sobre acolhimento, triagem, metodologias de facilitação, escuta ativa, condução de diálogos e manejo de resistências. O objetivo foi preparar os futuros facilitadores para atuar diretamente nos grupos reflexivos.
Qual é a importância do Projeto Ágora?
De acordo com o psicólogo João Batista Rios Machado, servidor da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), a formação vai além da qualificação profissional. Segundo ele, a iniciativa contribui para fortalecer uma cultura de cuidado e prevenção, reforçando o compromisso do Judiciário catarinense com o respeito, a equidade e a segurança.
Os formadores David Tiago Cardoso e Ana Clara Fernandes Pereira destacaram que a capacitação amplia a articulação entre as instituições responsáveis pelo enfrentamento da violência contra as mulheres, oferecendo ferramentas técnicas e metodológicas para lidar com os desafios encontrados durante os encontros dos grupos reflexivos.
O que representa essa iniciativa para o enfrentamento da violência doméstica?
Para a desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, coordenadora da Cevid, a formação representa mais um avanço nas políticas públicas de prevenção e responsabilização. Segundo ela, o trabalho reconhece a complexidade da violência doméstica sem deixar de lado a escuta, o acolhimento e a possibilidade de mudança de comportamento.
A ação também está alinhada às metas de capacitação previstas na Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2021-2026, que reconhece a formação continuada como um instrumento para promover transformações institucionais e sociais.
Fonte: TJSC












