segunda-feira, maio 25, 2026
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Especialistas reforçam atenção aos sinais do câncer de tireoide em Santa Catarina

Estado possui rede com 21 unidades de tratamento oncológico pelo SUS e reforça importância da prevenção

Foto: Arquivo Secom/GOVSC

No Dia Internacional da Tireoide, celebrado neste domingo (24), o Governo de Santa Catarina reforçou o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de tireoide e da conscientização sobre os cuidados com a saúde da glândula.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o estado deve registrar cerca de 420 novos casos da doença até o fim de 2026. Deste total, aproximadamente 270 casos são estimados para a região de Florianópolis.

Santa Catarina conta atualmente com uma rede estruturada composta por 21 unidades que realizam tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as regiões do estado. Entre elas está o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, que atendeu 60 pacientes com câncer de tireoide somente em 2025.

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O câncer de tireoide é considerado o tipo mais comum entre os tumores endócrinos. A tireoide é uma glândula localizada na parte anterior do pescoço e responsável pela produção de hormônios que regulam funções importantes do organismo, como metabolismo, frequência cardíaca, temperatura corporal e disposição física.

O diretor-geral do Cepon e cirurgião de cabeça e pescoço, Alvin Laemmel, destacou a importância da investigação precoce para aumentar as chances de cura.

“Quando diagnosticado precocemente, o câncer de tireoide apresenta altas taxas de sucesso no tratamento. Qualquer alteração persistente na região do pescoço deve ser avaliada por um especialista”, orientou.

Entre os principais sinais de alerta estão o aparecimento de nódulos no pescoço, rouquidão persistente e dificuldade para engolir.

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica, ultrassonografia e exames específicos, como a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), considerada um dos principais métodos para investigação de nódulos tireoidianos.

De acordo com especialistas, fatores como histórico familiar, exposição à radiação na região da cabeça e pescoço, obesidade, alimentação pobre em iodo e alterações genéticas podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que o acompanhamento médico regular e os exames preventivos são fundamentais para ampliar as chances de diagnóstico precoce e reduzir os impactos do câncer de tireoide.

Fonte: SECOM

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