sexta-feira, maio 8, 2026
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Operação “Cruciatus” mira grupo suspeito de tortura ligada ao tráfico em Chapecó

Investigação começou após homem dar entrada no hospital com múltiplas fraturas


A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (8), a Operação “Cruciatus”, em Chapecó, para investigar um grupo suspeito de praticar tortura como forma de cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.

A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) e pela 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Chapecó, com apoio de outras unidades da Polícia Civil, da Polícia Militar, Guarda Municipal e Núcleo de Operações com Cães (NOC).

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e dois mandados de internação de adolescentes em Chapecó e Joinville.

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As investigações começaram após um homem de 28 anos, morador do bairro Presidente Médici, ser levado ao Hospital Regional do Oeste no dia 25 de janeiro com múltiplas fraturas pelo corpo. A vítima permaneceu internada por vários dias e passou por duas cirurgias.

Segundo a Polícia Civil, o caso ganhou maior dimensão após a apreensão de vídeos que circularam em grupos de aplicativos de mensagens. As imagens mostrariam a vítima sendo amarrada e agredida com pedaços de madeira por integrantes do grupo criminoso.

De acordo com a investigação, a agressão teria sido motivada por uma dívida ligada à venda de drogas ilícitas. A polícia aponta que os suspeitos teriam utilizado a violência extrema como forma de intimidação e exemplo para outros devedores.

Ainda conforme a Polícia Civil, adultos e adolescentes participaram das agressões. Um dos envolvidos identificados já morreu.

As ordens judiciais foram cumpridas nos bairros Bom Pastor, Centro, Boa Vista e Passos dos Fortes, em Chapecó. Em Joinville, um jovem de 18 anos também foi preso preventivamente.

Durante a operação, uma pessoa ainda foi presa em flagrante por tráfico de drogas em Chapecó.

Os investigados capturados foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. O nome da operação, “Cruciatus”, faz referência à prática de tortura e ao ato de infligir dor.

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