
Trocas inteligentes, pensamento a longo prazo, vantagens estáticas e dinâmicas. Conceitos estratégicos do jogo de xadrez aplicados na administração e na educação financeira marcaram a ação do projeto de extensão “Xeque-money”, realizado em escolas da região Oeste e coordenado pelo professor do Programa de Pós-graduação em Administração (PPGA), Juliano Danilo Spuldaro.
A atividade inicia com a explanação das regras básicas do jogo e depois segue com alguns conceitos avançados sobre tática, estratégias e finais. Em seguida, o professor relaciona o xadrez com as ações de educação financeira e distribui uma cartilha sobre o tema. A intenção é garantir esse material didático para que os professores do Ensino Fundamental possam utilizar o material e os tabuleiros para trabalhar com as crianças e os adolescentes. Nas últimas semanas, foram visitadas as Escolas Santa Rita, em São Miguel do Oeste, com 59 estudantes, a EEB Helio Wasum, de Bandeirante (SC), com 65 estudantes, e a próxima escola será a EEB Guilherme Missen, também em São Miguel do Oeste.
O professor Juliano enfatizou o surgimento e a implementação da ideia, que ainda será disseminada em outras instituições.
— A ideia surgiu da paixão pelo xadrez que eu e outros colegas temos, inclusive envolvendo estudantes que já praticam e participam da organização de atividades relacionadas ao jogo. A partir disso, percebemos que o xadrez permite trabalhar diversos conceitos da educação financeira — explicou. Ainda, reforçou sobre o diferencial do PPGA e o compromisso com a comunidade.
— O PPGA tem esse compromisso de atuar junto à comunidade. Este é um projeto institucional, financiado pela CAPES, por meio do PRO-EXT-PG, que incentiva ações de extensão. Nesse contexto, conseguimos unir o xadrez e a educação financeira como uma estratégia educativa para as escolas da região — afirmou.
A diretora da EEB Santa Rita, Derian Naue Teixeira, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento dos estudantes e o impacto positivo no ambiente escolar.
— Quando o projeto foi apresentado, nós discutimos durante nossos planejamentos pedagógicos e decidimos aceitar esse desafio e trazer a proposta para os estudantes. Acreditamos que ele contribui muito para a concentração em sala de aula, especialmente considerando o quanto as crianças estão expostas às tecnologias. O xadrez ajuda a acalmar, a focar — afirmou.
A diretora ainda relacionou o xadrez e a interdisciplinaridade na escola.
— Nós temos a disciplina de Educação Financeira, e o xadrez contribui diretamente com isso. Ele estimula o raciocínio, o planejamento e a tomada de decisões. Somos muito gratos por essa oportunidade, porque sabemos que ela agrega na formação dos nossos estudantes — completou.
A estudante Melissa Karoliny Polido Pereira, de 11 anos, do 7º ano, destacou o aprendizado que o xadrez proporcionou, alinhado à educação financeira.
— O xadrez ensina muito sobre a vida. Assim como no jogo, a gente faz trocas, perde algumas coisas, mas ganha outras. As aulas foram bem legais. Aprendemos movimentos importantes, como o roque, que protege o rei, estratégias, mate com dama e torre, duplos, cravadas. Também aprendi sobre o objetivo principal que é dar xeque-mate para vencer o jogo — explanou.



















