
O Banco Central do Brasil implementou novas regras de segurança para o sistema Pix, com o objetivo de combater fraudes e aumentar a recuperação de valores transferidos indevidamente. As medidas já estão sendo aplicadas pelas instituições financeiras em todo o país.
Entre as principais mudanças está a evolução do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que agora permite rastrear o dinheiro em múltiplas etapas. Antes, o acompanhamento parava na primeira conta que recebia o valor. Com a atualização, será possível seguir o caminho do recurso mesmo quando ele for dividido entre diferentes contas, prática comum em golpes.
Outra medida importante é o bloqueio cautelar de transferências consideradas suspeitas. Operações fora do perfil do cliente, como valores elevados ou horários incomuns, poderão ser retidas por até 72 horas. Durante esse período, o banco analisa a transação e decide se libera o valor ou realiza o estorno.
As regras também ficaram mais rígidas para o uso do Pix em dispositivos não cadastrados. Ao acessar o sistema por um novo celular ou tablet, o limite será automaticamente reduzido para R$ 200 por operação e R$ 1 mil por dia. Esses limites permanecem até que o dispositivo seja validado por mecanismos de segurança, como biometria.
Além disso, o processo de devolução de valores foi agilizado, com prazo estimado de até 11 dias após a contestação. As novas diretrizes se tornaram obrigatórias para todas as instituições financeiras em fevereiro de 2026.
As mudanças fazem parte de um conjunto de ações para aumentar a segurança do sistema, que desde sua criação se consolidou como um dos principais meios de pagamento no país.






