
Dois países da América do Sul estão em processos eleitorais. O Peru realizou ontem (12) as eleições gerais em uma situação nova: o Senado no país, que não existia desde o autogolpe dado pelo ex-presidente Alberto Fujimori em 1992, foi recriado; e pela primeira vez, pelo que indicam as pesquisas à boca de urna e os resultados oficiais com mais de 50% das urnas apuradas, teremos um 2º turno à presidência do país entre dois candidatos de direita e populistas: Keiko Fujimori, filha de Alberto; e Rafael López Aliaga.
O primeiro candidato de centro no ranking do eleitorado é Jorge Nieto, que está a 180 mil votos de López Aliaga, uma diferença porcentual pequena: Keiko estava, às 8h20 da manhã de hoje (13), com 17% dos votos válidos, contra 14,9% de López Aliaga e 13% de Jorge. A previsão é de que o número de votos válidos nesta eleição no Peru seja cerca de 20% maior do que nas últimas eleições, em 2021, superando a marca de 17 milhões de votos.
O segundo turno das eleições no Peru será em 7 de junho, e a posse do novo presidente do Peru será em 28 de julho. Depois da pior crise política da história do Peru, que começou com a eleição de Pedro Pablo Kuczynski, em 2016; os sucessivos escândalos de corrupção e processos de impeachment, que afetaram tanto Kuczynski quanto Pedro Castillo, presidente eleito em 2021; e o amplo poder que tinha o Congresso unicameral com 130 parlamentares; agora o povo tenta, nas urnas, uma maior estabilidade para o país.
Enquanto isso, na Colômbia
A empresa brasileira AtlasIntel foi contratada pela revista Semana, a mais lida da Colômbia, para realizar mais uma rodada de pesquisas para a disputa à presidência do segundo maior país da América do Sul, com 50 milhões de habitantes. Foram entrevistadas 3.617 pessoas entre os dias 6 e 9 de abril, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As eleições presidenciais na Colômbia serão em 31 de maio, e são realizadas de forma separada às eleições parlamentares, já realizadas em 8 de março.
Em votos válidos, o candidato do atual presidente Gustavo Petro, de esquerda, para manutenção do grupo político, Iván Cepeda, lidera a pesquisa com 38,7% dos votos válidos. O candidato independente Abelardo de La Espriella, de extrema-direita, está com 27,9%; e Paloma Valencia, de direita, chega aos 23,5%. Com este cenário, Iván e Abelardo estariam indo ao 2º turno, com uma vitória de Abelardo com 55,1% dos votos válidos, contra 44,9% de Cepeda. O 2º turno na Colômbia ocorrerá em 21 de junho.
Quando a AtlasIntel perguntou a colombianos de todo o país em quem eles confiavam mais para administrar diversas áreas de governo, Alberto ganhou em todos os quesitos, tanto de Iván Cepeda quanto de Paloma Valencia. A aprovação do presidente Gustavo Petro explica a guinada à extrema-direita que deve ocorrer na Colômbia: o primeiro presidente de esquerda da história do país chegou a 40,5% de aprovação, e 57,2% de desaprovação. 48,8% dos colombianos qualificam o governo do Pacto Histórico como ruim ou péssimo.
Recadinhos
- Após fracasso nas negociações no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio total promovido pelo país no Estreito de Ormuz, mirando navios que pagam pedágio ao Irã.
- Conforme a newsletter The News, em tom de ameaça, o presidente americano ainda disse que “qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será explodido para o inferno!”.
- Um dos principais líderes de direita no mundo e grande aliado de Trump, Viktor Orbán, foi derrotado nas eleições de ontem na Hungria, e encerra um ciclo de 16 anos no poder do país.
- O premiê, conhecido por posições duras contra imigração e críticas à mídia, reconheceu o resultado e parabenizou os vencedores, marcando uma virada política no país, conforme a Associated Press. Péter Magyar, de centro, é o novo premiê.






