quarta-feira, abril 8, 2026
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Mitos que silenciam: TJSC lança série no Instagram sobre violência doméstica 

Iniciativa busca desconstruir conceitos e dar visibilidade a ações de prevenção no Estado

Foto: Divulgação/ TJSC

A violência doméstica costuma começar de forma silenciosa, muitas vezes sustentada por frases naturalizadas no cotidiano. Expressões como “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” e “se fosse tão ruim assim, ela já teria saído de casa” contribuem para perpetuar o silêncio, proteger o agressor e isolar a vítima, fatores que tornam a violência menos visível.

Para enfrentar esse cenário, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) inicia, nesta quarta-feira (8/4), a série de posts “Mitos sobre violência doméstica”. A iniciativa busca desconstruir crenças enraizadas e ampliar a conscientização sobre o tema, além de apresentar ações da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID) voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero.

Entre os destaques estão o Projeto Espelhos e os Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência. Este último já soma 51 iniciativas em funcionamento no Estado e tem sido uma importante ferramenta para que homens reflitam sobre suas atitudes e comportamentos. “Com essa metodologia, é possível que os integrantes possam refletir a partir de suas próprias experiências e, em conjunto, se responsabilizar pelas suas ações. Nessa perspectiva, é possível que haja a desconstrução de padrões socialmente aceitos, é possível que haja reflexões sobre as relações, é possível mudanças”, destaca a coordenadora da CEVID, desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho.

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Já no âmbito da proteção e acolhimento da mulher, destacam-se o Programa Indira: pelas Mulheres do PJSC e a Central Especializada de Atendimento às Vítimas (CEAV). “A expressão ‘o Estado mete a colher’ representa uma mudança fundamental na forma como a sociedade e o poder público encaram a violência doméstica e familiar. Antigamente, essa violência era vista como um ‘problema de casal’ ou uma questão privada. Hoje, a intervenção do Estado significa o reconhecimento de que a violência doméstica é um crime e uma violação dos direitos humanos, exigindo uma resposta pública e firme para proteger as vítimas e responsabilizar os agressores”, salienta a coordenadora-adjunta da CEVID, juíza Naiara Brancher.

Mulheres em situação de violência não estão sozinhas e devem buscar ajuda por meio dos canais de atendimento disponíveis. A Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana para oferecer orientação e encaminhamento seguro. Também é possível procurar uma Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam). Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. Denunciar é um passo fundamental para interromper o ciclo da violência e garantir proteção.

Por: TJSC

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