
Na noite de ontem (6), o Saudoso Boteco foi lotado por partidários do Novo para ouvir uma palestra do pré-candidato à Presidência da República, e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que veio a Chapecó pela primeira vez na vida. Na oportunidade, o vereador Wilson Cidrão oficializou sua filiação ao Novo, após sair do Republicanos; e o reitor da Unochapecó, Cláudio Jacoski, se filiou ao partido e foi lançado como pré-candidato a deputado federal. Cidrão é pré-candidato à Assembleia Legislativa.
Zema afirmou estar “muito impressionado” com o Oeste Catarinense: “O agro tem uma presença gigante, essa região tem uma economia muito dinâmica. E por isso, eu faço questão de mostrar os meus diferenciais como candidato aqui. Eu venho do setor privado, tenho certeza que o Brasil não tem nenhum outro candidato que pagou tanto imposto como eu já paguei, que criou tantos empregos como eu criei na minha vida como empreendedor. Então, eu sei muito, muito bem as dores que o Brasil produtivo, que o Brasil criador de riquezas tem, e é isso que nós precisamos resolver hoje no Brasil”.
Para Romeu, hoje, quem trabalha no Brasil não só é desconsiderado, como é muitas vezes perseguido, “enquanto quem está aí exercendo atividades criminosas é valorizado e fica lá, intocável”. Para Zema, é necessário que seja mudado o “modelo mental” do Estado brasileiro. No que diz respeito à segurança pública, durante sua palestra ele citou a visita que fez no ano passado a El Salvador, país que é exemplo mundial de encarceramento em massa de integrantes de facções criminosas.
No Oeste, Zema vai “bem” nas pesquisas
Perguntei ao pré-candidato à presidente o que ele acha ser a causa do bom desempenho que obteve na última pesquisa AtlasIntel para o voto presidencial no Oeste Catarinense. Enquanto a média estadual está em 4,1% dos votos válidos para Zema, no Oeste a proporção sobe para 7%: “Certamente, porque é uma região empreendedora”, afirmou o ex-governador de Minas.
Romeu afirma que sempre cita Santa Catarina como um estado único no Brasil: “Aqui não tem petróleo como Rio de Janeiro, aqui não tem minérios como Minas Gerais, não tem estatais como Brasília, Rio de Janeiro, não tem os grandes bancos de São Paulo, mas é um estado que tem o melhor IDH. É um dos estados mais ricos, em que as pessoas têm essa cultura de fazer acontecer, que é o que o Brasil precisa. Aqui as pessoas aqui não querem ser dependentes, querem ter autonomia, independência. Então, eu acho que eu represento um pouco isso, e talvez por isso que eu esteja sendo mais valorizado aqui”.

Recadinhos
● A pesquisa AtlasIntel para o Governo do Paraná, publicada na quinta-feira (2), é muito clara: em todos os cenários, Sérgio Moro (PL) é eleito em 1º turno, com votações entre 50,2% e 56,4% dos votos válidos.
● Já para o Senado, a coisa está bem embolada: se Deltan Dallagnol (Novo) disputar a eleição, ele alcançaria neste momento entre 20,4% e 26,4% dos votos válidos, o que coloca ele em 1º lugar no cenário 1.
● No mesmo cenário, Filipe Barros (PL) aparece pontuando entre 17,3% e 23,3% dos votos válidos; e Gleisi Hoffmann (PT) fica na margem entre 15,4% e 21,4%. Logo, os três pré-candidatos citados estão em empate técnico.
● Foram entrevistados pela AtlasIntel 1.254 eleitores entre os dias 25 e 30 de março. O registro no TRE-PR da pesquisa é o código PR-00105/2026, e no TSE, o registro é BR-05315/2026. A margem de erro é de três pontos percentuais.







