
O milho é uma das culturas mais importantes da região, sendo utilizado tanto para a produção de grãos quanto para silagem. Apresenta altíssimo potencial produtivo e pertence à família Poaceae (anteriormente conhecida como Gramineae), gênero Zea e espécie Zea mays.
Por ser uma planta de clima quente, o milho depende diretamente da temperatura e do acúmulo de calor (graus-dia) para crescer, desenvolver-se e produzir. Além disso, é altamente exigente em nutrientes para atingir elevadas produtividades, por isso, o fornecimento adequado de cada elemento é fundamental para garantir uma produção de qualidade e em volume. Nesse sentido, saber qual nutriente fornecer, a quantidade demandada, o momento oportuno e o local adequado de aplicação são práticas fundamentais. A adubação do milho é, portanto, uma das ações agronômicas mais cruciais e não deve ser negligenciada.
A tabela a seguir apresenta a extração média de nutrientes pelo milho em diferentes níveis de produtividade, seja para grãos ou silagem. Os dados foram compilados pelos autores Coelho e França (1995) e continuam sendo uma referência utilizada até os dias atuais.

Observa-se uma grande extração de nitrogênio (N) e potássio (K), seguidos por quantidades menores de cálcio (Ca), magnésio (Mg) e fósforo (P). É importante ressaltar que, embora a planta extraia as quantidades indicadas na tabela, as doses aplicadas devem ser maiores para compensar as perdas no sistema. Tais perdas podem ocorrer por volatilização (N), lixiviação (N e Ca), escoamento superficial (K) e adsorção às partículas do solo (P), o que reduz a disponibilidade imediata para as plantas e exige ajustes constantes nas recomendações de manejo.
Outro ponto relevante é que, na produção de silagem, retira-se quase toda a parte aérea da planta, resultando em baixíssima cobertura do solo com palhada (restando apenas as raízes e a base do colmo). Nesse processo, a exportação de nutrientes é significativamente maior do que na colheita exclusiva de grãos. Esse fator deve ser rigorosamente considerado no planejamento da adubação da safra atual e das sucessivas, pois interfere diretamente na rotação de culturas, aumentando a necessidade do uso de plantas de cobertura e de adubação verde para manter a saúde do solo.
O planejamento da lavoura, das adubações e das rotações de culturas são práticas fundamentais para melhorar a ciclagem de nutrientes e mantê-los no solo em formas disponíveis. Essas ações promovem o aumento da matéria orgânica e da vida do solo, o que favorece a absorção de nutrientes pelas plantas, reduz a dependência de adubações pesadas, maximiza o uso dos nutrientes e, consequentemente, diminui o custo de produção.
Abraço aos amigos leitores.
Anderson Clayton Rhoden.
Professor no Curso de Agronomia Uceff.








