
Ontem (26), a notícia da morte do comunicador Plínio Ritter me chegou enquanto estava levando minha mãe para alguns compromissos em diversos bairros de Chapecó. É verdade que o jornalista, comentarista esportivo, publicitário e colunista estava há um bom tempo sem estar fazendo rádio ou TV, mas tenho certeza que foram muitos os que ficaram tristes com o falecimento de alguém que, sem dúvida, marcou a história das comunicações no Sul do Brasil.
Antes do “Não Mifa”, antes do “Borbulhamento” da Banda Mercosul, antes do reconhecimento recebido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina; Plínio foi um comunicador que deixou claro seus dois pontos fortes: a comunicação política, seja na assessoria ou no colunismo; e o esporte. Onde Plínio podia chegar no mercado de comunicação do Oeste Catarinense, ele chegou: mediou debates à Prefeitura de Chapecó na então RBS TV (hoje NSC TV), e foi comentarista esportivo da RBS e da hoje NDTV, nas épocas de Rede SC e RIC.
A popularidade da dupla feita com Sérgio Badá Badalotti nos anos 2000, no canal 10 de Chapecó, foi a coroação de um trabalho sério e competente de décadas antes, que começou no rádio gaúcho e teve em Chapecó seus capítulos mais intensos, não apenas no jornalismo, mas também na publicidade, com diversas campanhas marcantes para grandes empresas e, como era de se imaginar, diversos políticos.
Pela minha idade, ver os comentários de Plínio Ritter no noticiário do meio-dia, em uma conjuntura imbatível para a concorrência na época, era algo muito habitual. Algo em particular que recordo foi a final do Campeonato Catarinense de 2007, onde a afiliada da Globo ficou de mãos abanando, literalmente: os direitos de transmissão do jogo que deu o título à Chapecoense eram da Record, e a Rede SC conseguiu convencer o SBT a ceder uma hora da programação de domingo para a cobertura da festa depois do jogo. No estúdio, para apresentar o especial, lá estava o Plínio.
Os relatos de Eduardo Prado durante o Primeira Hora de hoje (27) reforçam a acessibilidade, o bom humor e a consciência social que Ritter sempre teve, principalmente quando o assunto foi a educação cidadã nas escolas, e a Maratona da Solidariedade, iniciativa em que ele teve participação na criação em 1999, e garantiu comida na mesa durante o Natal para centenas de famílias de Chapecó e região durante muitos anos. Infelizmente, a iniciativa foi copiada por outras regiões de Santa Catarina, mas encerrada em Chapecó.
Hoje, deixo minha recordação de alguém que sempre foi referência para mim e para muitos trabalhadores da comunicação no Sul do Brasil: Plínio Ritter deixou um excelente exemplo na frente e atrás das câmeras e dos microfones, que pode ser seguido. Da análise crítica ao humor escrachado, muito obrigado! Que o Espírito santo console os amigos e familiares.
Recadinhos
- João Rodrigues (PSD) só precisa avisar que dia ele renuncia à Prefeitura de Chapecó. Depois do ocorrido ontem, em Florianópolis, ele pode ir tranquilo à disputa pela Casa d’Agronômica.
- Entretanto, isso não quer dizer que o prefeito de Chapecó já é candidato. Entre a descompatibilização e o último dia para as convenções partidárias, que é 5 de agosto, temos 120 dias para consolidação do projeto de João. Ou não.
- Na próxima terça-feira (31), a AtlasIntel, um dos institutos de pesquisa de maior credibilidade do Brasil, publicará a primeira rodada de intenção de voto ao Governo de Santa Catarina.
- Esses números, sem dúvida, irão repercutir no lançamento do 20º Salão do Imóvel e da 2ª Techcon, à noite. Entendo que o levantamento é decisivo para confirmar ou causar ainda mais reviravoltas na descompatibilização de pré-candidatos.






