
O retorno do El Niño deve aumentar significativamente o risco de chuvas intensas e enchentes no Sul do Brasil ao longo de 2026, especialmente no Rio Grande do Sul. A informação é da MetSul Meteorologia, que aponta para um cenário de atenção nos próximos meses.
Segundo a análise, o aquecimento característico do fenômeno será gradual e deve se consolidar entre maio e junho. A tendência é de intensificação no segundo semestre, com pico entre novembro e dezembro, podendo se estender até o início de 2027.
Historicamente, períodos de El Niño estão associados a volumes elevados de chuva na região Sul, com maior risco de enchentes entre a segunda metade do ano de formação e os primeiros meses do ano seguinte. Isso indica maior preocupação para o fim do inverno, primavera de 2026 e outono de 2027.
Apesar do alerta, especialistas destacam que não é possível prever se haverá repetição de um desastre como o registrado em 2024, quando o estado enfrentou a maior enchente de sua história. Isso porque eventos extremos dependem da combinação de diversos fatores climáticos simultâneos, que nem sempre se repetem.
Na ocasião, além do El Niño, houve influência de condições atípicas, como aquecimento intenso do Atlântico, bloqueios atmosféricos e outros fenômenos globais que potencializaram as chuvas.
Ainda assim, a projeção indica risco elevado de novos episódios de chuva extrema, inclusive com possibilidade de cheias já no fim do outono, embora os períodos mais críticos devam ocorrer nos meses seguintes.
Fonte: MetSul







