
Chapecó recebe, entre esta quarta-feira (11) e sexta-feira (13), o 10º Congresso das Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina, que reúne gestores municipais, técnicos do Sistema Único de Saúde (SUS) e representantes de órgãos estaduais e federais. O encontro ocorre no Centro de Eventos de Chapecó e tem como foco a discussão de temas estratégicos para a organização da saúde pública nos municípios catarinenses.
Entre os principais assuntos da programação estão financiamento da saúde, regionalização dos serviços, vigilância sanitária, cobertura vacinal e ampliação do acesso a consultas com especialistas. O congresso também funciona como espaço de articulação entre diferentes níveis de governo e de compartilhamento de experiências de gestão no SUS.
Promovido pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cosems/SC), o evento reúne secretários municipais, gestores públicos, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições envolvidas na formulação e execução de políticas públicas de saúde.
A programação inclui debates técnicos, mesas temáticas e oficinas de capacitação voltadas à gestão municipal. Entre os temas abordados estão o uso de sistemas de informação do SUS, legislação sanitária aplicada às unidades básicas de saúde e elaboração de projetos arquitetônicos para estabelecimentos públicos de saúde.
Também estão previstas reuniões institucionais e simpósios, como o encontro ampliado da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), espaço onde Estado e municípios discutem e pactuam estratégias para a condução das políticas do SUS em Santa Catarina.
Outro eixo do congresso trata da regionalização da assistência e da cooperação entre os entes federativos. Os painéis devem discutir o funcionamento das redes de atenção à saúde, a política hospitalar estadual e estratégias para ampliar o acesso da população a consultas especializadas.
Entre os participantes confirmados estão representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, do Fundo Nacional de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Especialistas nas áreas de vigilância epidemiológica, financiamento do SUS, planejamento em saúde e gestão interfederativa também participam das atividades.
A programação inclui ainda debates sobre políticas públicas específicas, como o enfrentamento da violência contra a mulher, a atenção à saúde indígena em Santa Catarina e o uso de ferramentas digitais para qualificar a atenção primária em municípios de pequeno porte.
Paralelamente ao congresso ocorre a 8ª Mostra Catarinense “Brasil, aqui tem SUS”, que apresenta experiências desenvolvidas por equipes municipais de saúde. Os trabalhos selecionados serão apresentados em formato oral ou por meio de banners durante o evento, com o objetivo de compartilhar práticas consideradas bem-sucedidas na gestão do sistema público.
A edição deste ano também conta com área de exposição institucional, espaço dedicado às práticas integrativas e complementares em saúde e atividades culturais voltadas aos participantes.
O credenciamento dos participantes está previsto para iniciar às 7h30. A abertura oficial do congresso ocorre à noite, após as atividades da mostra de experiências do SUS. O encerramento está programado para o dia 13 de março, com a premiação dos trabalhos apresentados e a assembleia final do evento.
O secretário de Saúde de Chapecó, João Lenz Neto, destacou a importância de o município sediar o congresso estadual. Segundo ele, o encontro fortalece o diálogo entre gestores e contribui para o aprimoramento das políticas públicas de saúde.
De acordo com o secretário, a rede municipal de saúde realizou cerca de 1,3 milhão de consultas médicas em 2025, o que demonstra a dimensão do atendimento prestado à população chapecoense.
Ele também citou iniciativas desenvolvidas pelo município, como o programa “Saúde em Movimento”, selecionado para apresentação no congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, além da implantação de aparelhos de monitoramento contínuo de glicemia para crianças com diabetes atendidas na rede pública.
Segundo Lenz, eventos como o congresso reforçam o compromisso de Chapecó com a qualificação da gestão e com a busca por inovação e eficiência na saúde pública.







