
Um ouvinte da Condá FM desejou tornar público durante o programa Primeira Hora desta quarta-feira (4), um fato grave ocorrido por volta das 14h55 desta terça-feira (3), envolvendo uma tentativa de golpe contra sua minha família.
A mãe do ouvinte recebeu uma ligação telefônica de um indivíduo que se apresentou como “Dr. Marcos Paulo”, alegando ser médico do Hospital Regional do Oeste (HRO), onde seu pai encontra-se internado na UTI.
O indivíduo afirmou que seu pai estaria com uma infecção grave, e que seria necessário o pagamento urgente do valor de R$ 4.900 para custeio de medicação. Felizmente, já cientes de que esse tipo de golpe vem ocorrendo em hospitais, não foi realizado qualquer pagamento e não foram fornecidas informações adicionais.
O que causa extrema preocupação, porém, é que o golpista possuía informações detalhadas e precisas sobre o pai do ouvinte, incluindo o número do leito na UTI; o motivo da internação; a data e horário de admissão; os dados pessoais completos e informações clínicas compatíveis com o prontuário.
Esses dados são sigilosos e não deveriam estar acessíveis a terceiros: “Como qualquer pessoa teve acesso a informações tão específicas? O sistema hospitalar não registra quem acessa os prontuários? Há controle e auditoria desses acessos?”, questionou o ouvinte,
A situação levanta sérias suspeitas de possível falha na segurança das informações ou eventual vazamento interno de dados. Um Boletim de Ocorrência já foi registrado: “Tornamos público este fato para alertar outras famílias que possam estar passando por situação semelhante e para que redobrem a atenção diante de ligações solicitando valores em nome de médicos ou hospitais. Nosso objetivo é proteger outras pessoas e cobrar esclarecimentos transparentes das autoridades competentes. Chapecó precisa saber o que está acontecendo.”, concluiu o ouvinte.
O HRO já havia emitido nota à imprensa na mesma terça-feira (3), avisando que tentativas de golpe utilizando o nome do hospital estavam ocorrendo, e que qualquer registro desse crime deve ser imediatamente informado à Polícia Civil, pelo telefone 197.












