
Um casal foi condenado a 18 anos e 2 meses e 19 anos e 3 meses de prisão, respectivamente, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo, em julgamento realizado nesta quinta-feira (26/2) em São João Batista.
A decisão veio após a 2ª Promotoria de Justiça apresentar ao Tribunal do Júri um conjunto consistente de provas reunidas pela investigação e confirmadas durante o processo. O material demonstrou que a vítima, marido da ré, foi estrangulada com um fio de arame e teve o corpo queimado em uma área de mata às margens da SC‑108.
Durante o julgamento, a Promotora de Justiça Ana Luisa de Miranda Bender Schlichting mostrou que o casal circulou junto na madrugada dos fatos, utilizando veículos que foram registrados por câmeras de monitoramento, e tentou dificultar a identificação da caminhonete usada no crime ao adulterar a placa com fita isolante.
Laudos periciais, registros de geolocalização, dados extraídos de celulares e objetos encontrados tanto na cena quanto na residência de um dos acusados compuseram o conjunto probatório apresentado em plenário.
O Ministério Público também demonstrou que o crime foi premeditado e os dois atuaram juntos não só na morte da vítima, mas em todas as tentativas de eliminar vestígios do crime – desde o transporte do corpo até a queima em área isolada e a manipulação dos veículos utilizados, desaparecimento de imagens das câmeras da casa e de outros possíveis vestígios. Depois dos crimes, o casal fugiu para o Paraguai. O Conselho de Sentença concordou com a acusação e determinou a condenação dos dois pelos três crimes. A mulher foi absolvida por porte de arma de fogo.
Com a decisão, a mulher recebeu pena de 18 anos e 2 meses de prisão, além de multa, enquanto o homem foi condenado a 19 anos e 3 meses, também com multa. O casal já cumpria prisão preventiva e segue preso, agora em cumprimento da sentença.
Por: MPSC












