sexta-feira, fevereiro 20, 2026
InícioPolítica e CotidianoMilitares dos EUA marcam território e pressionam Venezuela à findar com o...

Militares dos EUA marcam território e pressionam Venezuela à findar com o chavismo

Confira a coluna do jornalista André de Lazzari

Foto: Grupo Condá de Comunicação

Na quarta-feira (18), enquanto o General Francis Donovan, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, estava em Caracas reunido com autoridades venezuelanas, incluindo a presidente Delcy Rodríguez e outros ministros, teve quem não conseguiu conter o riso ao perceber o que NÃO está acontecendo. Sim, você leu certo. Porque desta vez, o espetáculo dramático que esperávamos simplesmente não aconteceu. Novamente, o ex-militar do Exército venezuelano e professor radicado em Chapecó, Alexander Aragol, colabora com esta coluna analisando os fatos de quarta-feira.

Donovan chegou, reuniu-se com pessoas e discutiu segurança, cooperação e planos bilaterais, o material da diplomacia e da política de verdade: “Houve até menções a como avançar com uma agenda conjunta contra o narcotráfico e outras questões importantes, como a transição. Esperemos que também tenham falado sobre os presos políticos”, afirma Alexander.

Agora, as perguntas inevitáveis, conforme Aragol, são: “Onde está o suposto ‘alerta máximo’ chavista? Onde estão os discursos inflamados? Onde estão as coletivas de imprensa apocalípticas acusando o imperialismo de todos os males? Onde está aquele personagem que sempre ameaça, grita, lança tuítes ameaçadores e se apresenta como um campeão invencível contra o inimigo imaginário? Bem… ele sumiu”.

- Continua após o anúncio -

Nem uma única ameaça, nem uma única coletiva de imprensa para denunciar a ‘traição’, nem uma única hashtag épica para agitar a internet pró-Chávez foi registrada, de acordo com Alexander: “Será que o general americano chegou com uma agenda diplomática real, medidas concretas e reuniões sérias, e não com invasões, conspirações ou sinais do apocalipse? Porque, com isso, parece que não há desculpa fácil para o circo de sempre”.

Para Aragol, a melhor parte do ocorrido é de que em breve alguém vai apresentar uma explicação criativa para o fato de a ditadura não ter reagido como de costume: “Algo como ‘A ditadura estava ocupada’, ‘Havia uma operação secreta em andamento’, ‘Tudo faz parte de um plano maior que só eles entendem’. A típica desculpa fantasiosa para justificar a ausência do clássico discurso belicista”.

A visita foi real. Houve reuniões. Houve conversas, e não houve nenhum espetáculo caricato de chavismo. De acordo com Alexander, isso deve deixar uma coisa perfeitamente clara: “Quando os fatos reais vêm à tona, a retórica vazia desaparece. Quando o discurso não serve a nenhum propósito, ele simplesmente não aparece, e quando a situação exige diplomacia, ninguém quer ser o palhaço de sempre”, concluiu.

Recadinhos

  • O que você quer fazer no seu aniversário de 66 anos? Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Charles III, foi detido no aniversário dele, sob suspeita de má conduta em cargo público, em acusação ligada ao caso Epstein.
  • Conforme a newsletter The News, há algum tempo, Andrew já era acusado de ter cometido abuso sexual contra Virginia Giuffre, uma das vítimas mais ativas na denúncia contra Epstein, quando ela tinha apenas 17 anos.
  • Em 2019, ele se afastou das funções reais e, em 2022, assinou um acordo extrajudicial com Giuffre, por valores não divulgados, apesar de negar as acusações. No ano passado, Charles retirou os títulos de realeza do irmão.
  • Já neste ano, a Polícia estava investigando o ex-príncipe por ter compartilhado documentos confidenciais com Epstein. Agora, uma troca de e-mails divulgada recentemente parece provar essa suspeita, levando-o à prisão.
Publicidade

Notícias relacionadas

SIGA O CLICRDC

147,000SeguidoresCurtir
120,000SeguidoresSeguir
13,000InscritosInscreva-se

Participe do Grupo no Whatsapp do ClicRDC e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp