quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Cientista político analisa a economia de Chapecó em 2025 – Parte 2

Confira a coluna do jornalista André de Lazzari

Foto: Grupo Condá de Comunicação

A economia de Chapecó em 2025 apresenta um quadro que exige leitura menos imediatista e mais de “grande imagem”. Isso é o que afirma o cientista político Caleb Bentes, de Videira, em uma nova colaboração com nossa coluna, cuja segunda parte iremos ler agora. Caleb é diretor da D’América Consultoria Geopolítica e Estratégica.

Outro eixo central da equação econômica de Chapecó é a diversificação econômica: “O município construiu sua força a partir do agro, mas o desafio do próximo ciclo é ampliar sua base produtiva sem romper com sua identidade econômica. Serviços avançados, tecnologia aplicada à indústria, logística especializada, economia criativa vinculada à produção e à exportação e até setores ligados à sustentabilidade e à transição energética podem funcionar como motores do crescimento econômico qualificado”, afirma Bentes.

Para Caleb, a diversificação não é antítese da especialização; ela é o mecanismo que impede que a especialização se transforme em dependência excessiva: “Há, ainda, um elemento social que precisa ser tratado com centralidade: a integração dos mais de 20 mil imigrantes venezuelanos que hoje compõem a sociedade chapecoense. Esse contingente representa força de trabalho, diversidade cultural e potencial produtivo, mas também um desafio institucional”.

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Na visão de Bentes, a ausência de um plano efetivo de integração econômica e social para a comunidade venezuelana pode gerar tensões futuras, subutilização de mão de obra e vulnerabilidades sociais e produtivas: “Mais do que isso, a dependência de fluxos migratórios vinculados a crises políticas externas exige planejamento”.

Caso ocorram mudanças significativas, ainda que improváveis no curto prazo, no regime venezuelano, Chapecó precisa estar preparada para absorver o impacto de uma evasão de mão de obra sem impactos abruptos sobre o mercado de trabalho, opina Caleb: “Do ponto de vista macro, em Chapecó temos um município que venceu a armadilha do subdesenvolvimento local, mas que ainda corre o risco de cair na armadilha da complacência. Crescimento passado não garante prosperidade futura”.

Bentes conclui afirmando que a força econômica atual é resultado de decisões corretas, de capital social acumulado e de capacidade produtiva construída ao longo de décadas, e que o desafio agora é político no sentido mais nobre do termo: “Coordenação, planejamento, pactuação e visão de longo prazo. Sem um projeto claro que articule setor produtivo, poder público, sistema educacional e sociedade civil, o município pode entrar em uma fase de crescimento inercial”.

Recadinhos

  • O deputado estadual Altair Silva (PP) reuniu lideranças municipais do partido em Chapecó na tarde de ontem (11), no gabinete do vereador Cleiton Cesar.
  • A pauta da reunião foi a defesa da candidatura à reeleição do senador Esperidião Amin, alinhada às falas do presidente estadual da federação União Progressista, integrada pelos partidos União Brasil e Progressistas, Fábio Schiochet (União).
  • A orientação é clara: se Amin não for um dos dois candidatos ao Senado na chapa de reeleição de Jorginho Mello (PL), a federação apoiará João Rodrigues (PSD) na disputa ao Governo do Estado.
  • Mas tudo pode mudar: conforme o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Carlos Bolsonaro (PL) pode mudar de partido e ir ao PSD, num grande acordo com a aprovação do pai Jair, para que ele tente o Senado com o apoio de João Rodrigues.
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