
Teve início às 9h desta quarta-feira (11), no Fórum da Comarca de Chapecó, o julgamento da ex-vereadora de Paial, Adriana Terezinha Bagestan, acusada de matar o marido, Sedinei Wawczinak, de 42 anos, em junho de 2025. A sessão do Tribunal do Júri reúne familiares da vítima, representantes da acusação e a defesa da ré.
O crime ocorreu na noite de 20 de junho de 2025, na Linha Aparecida, interior de Paial. Conforme a investigação, Sedinei foi atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça enquanto dormia, dentro da própria residência onde vivia com a acusada e os filhos. Após o homicídio, Adriana fugiu do local, mas foi localizada e presa posteriormente em uma área rural de Chapecó, onde estaria escondida. Ela permanece presa preventivamente e responde por homicídio qualificado, sob a alegação de que a vítima não teve possibilidade de defesa.
O caso gerou grande repercussão na região e mobilizou familiares do homem morto, que compareceram ao fórum desde as primeiras horas da manhã. Nas redes sociais, parentes de Sedinei têm cobrado justiça e defendido a memória da vítima, rebatendo alegações que associam o nome dele a supostos episódios de violência doméstica.
A defesa da ex-vereadora sustenta que Adriana teria sido vítima de violência doméstica ao longo de aproximadamente 15 anos de relacionamento. Segundo os advogados, a versão apresentada aos jurados busca contextualizar o episódio ocorrido em 20 de junho de 2025 dentro de um histórico de agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais. A defesa afirma ainda que a análise do caso deve considerar as provas produzidas ao longo do processo e o contexto da relação do casal.
O julgamento segue ao longo do dia e deve definir a responsabilidade penal da acusada. A expectativa é de que o Conselho de Sentença decida o caso ainda nesta terça-feira.






