
A deputada federal Carol de Toni anunciou nesta quarta-feira (4) sua saída do Partido Liberal (PL) após ser preterida na disputa interna pela candidatura ao Senado Federal em Santa Catarina. A decisão da parlamentar ocorre em meio a rearranjos estratégicos na legenda para as eleições de 2026, com a direção nacional priorizando outros nomes para as duas vagas na Casa Alta.
O anúncio foi feito após uma reunião entre Carol de Toni e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em Brasília. Na conversa, ela foi informada de que uma das vagas ao Senado será destinada ao vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e a outra ficará para o indicado da federação entre União Brasil e PP, que deve apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC).
Durante as negociações, Valdemar chegou a sugerir que Carol de Toni aceitasse disputar a vice-governadoria ou tentasse a reeleição à Câmara dos Deputados com a promessa de assumir a liderança do PL a partir de 2027, mas a deputada recusou as ofertas e manteve sua pretensão de disputar uma vaga no Senado.
A saída da deputada expõe divergências internas na sigla entre a direção nacional e lideranças estaduais, que inicialmente buscavam viabilizar sua candidatura com apoio da base bolsonarista. Nos bastidores, aliados afirmam que a parlamentar recebeu convites de ao menos seis outras legendas, incluindo Avante, Podemos, PRD, Novo, MDB e PSD, e pretende definir seu novo destino partidário em breve, possivelmente durante a próxima janela partidária, período legal que permite troca de sigla sem risco de perda de mandato.
A movimentação também repercute no campo político catarinense, pois altera o tabuleiro da disputa ao Senado e pode influenciar alianças regionais. A reunião entre a deputada, o presidente do PL e outras lideranças ainda pode ter desdobramentos nos próximos dias, com o partido buscando administrar os efeitos da saída de Carol de Toni.
Fonte: Poder360







